Publicado por: syrin | 16 Novembro, 2009

Entourage S6

Entourage

“Life changes. Friends don’t”

Se há série que, ao longo dos anos, se tem revelado cada vez mais como um guilty pleasure, é “Entourage”. Esta não é a melhor série de sempre, nem de longe nem de perto. Nem sequer é uma série imperdível, daquelas que, pelas suas personagens, pela sua história ou pelos seus diálogos, traz algo de novo ao panorama televisivo. Não. “Entourage” tem sido, ao longo dos anos, aquela série leve de verão que nos permite, por momentos, escapar da nossa realidade, deixar o cérebro descansar e ver a vida (fictícia) dos ricos e famosos de Hollywood. Sem nunca tentar ser demasiado fiel à realidade, sem nunca se preocupar muito com o que é credível ou não, a verdade é que, ao longo das temporadas, “Entourage” se tem afirmado como uma das favoritas deste cantinho. Talvez por isso, depois de uma quinta temporada que desiludiu em certos pontos, as expectativas não fossem muitas. Mas se, ao longo deste sexto ano, houve alguns altos e baixos, não há dúvida que a série regressou aos bons velhos tempos.

Não sendo totalmente inédito, o salto temporal inicial de “Drive” deixa-nos de certa forma frustrados pela forma como se menospreza toda a história à volta da tábua de salvação de Vince (Adrian Grenier), o filme com Martin Scorcese. Mas rapidamente se percebe que esta acaba por ser a melhor escolha. Como a personagem mais fraca desta história, nunca nos preocupamos muito com o destino de Vince a não ser quando afecta o dos seus amigos, e por isso o facto de pouco ou nada ter feito durante todos os episódios passa-nos completamente ao lado. Entre mulheres, mulheres e mais mulheres, o dia-a-dia de Vince é apenas pano de fundo para o que se vai passando com os outros habitantes da mansão.

Se para Vince as mulheres foram o grande passatempo da temporada, para Eric (Kevin Connolly) as mulheres continuam a ser a sua perdição. As relações sucedem-se sem que nunca consiga esquecer a sua grande paixão, Sloan (Emanuelle Chriqui), deixando-nos com cada vez menos vontade de assistir ao drama da semana. Mas felizmente no final tudo parece bem encaminhado, tanto a nível do coração como do trabalho na nova agência. Já para Drama (Kevin Dillon), esta foi também uma temporada de mudanças a nível profissional, provocadas por um pequeno incidente com um dos seus chefes que poderia ter ditado o fim da carreira mas que acaba por se revelar uma grande surpresa. “Berried Alive” e “Scared Straight” são sem dúvida os pontos altos para este actor desesperado que encontra, no final, aquilo que tanto procurou. Mas porque nem tudo pode ser um mar de rosas, e ao contrário dos amigos, para Turtle (Jerry Ferrara) esta temporada termina em baixo. Sem dúvida a personagem menos explorada até aqui, foi interessante descobrir mais sobre um Turtle que, com a ajuda da nova namorada (dentro e fora do ecrã) Jamie-Lynn Sigler, evoluiu e a tentou encontrar um novo rumo. Não é de estranhar, por isso, que os episódios onde teve um papel preponderante, como “One Car, Two Car, Red Car, Blue Car” e “Give a Little Bit” fossem os melhores da temporada, e que o fim da relação nos deixasse tão tristes como Turtle. Mas porque as reviravoltas inesperadas são marca desta série, quem sabe a próxima temporada não traz consigo boas surpresas.

Entre altos e baixos, assim se fez a temporada para os quatro amigos. E porque, do outro lado, não se pode deixar de acompanhar o que se passa na mansão, pelos escritórios de Ari (Jeremy Piven) muitas foram também as reviravoltas. Farto de ser capacho, as tentativas de subir na carreira de Lloyd (Rex Lee) não correm muito bem, acabando por deixar a firma para ir trabalhar para o maior rival. Mas porque, no fim, tudo tem de correr bem nesta fantasia dos tempos modernos, o regresso do filho pródigo à casa que o viu partir traz consigo não apenas uma das melhores cenas de sempre da série – a marcha da vitória (e da vingança) de Ari pelos corredores da sua antiga empresa – mas também a reconciliação com aquele que, quer queira quer não, se tornou já um amigo indispensável.

Com histórias hilariantes, evolução das personagens, grandes risadas e algumas lágrimas, assim se fez esta sexta temporada que, não sendo a melhor, deixa a fasquia bem alta para o próximo verão.

Publicado por: syrin | 7 Novembro, 2009

Hung S1

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Sonhos de infância. Todos tivemos os nossos. Ser bailarina ou escritor, professora ou jogador de futebol, astronauta ou polícia. Uns mais extravagantes, outros mais simples, os sonhos de infância são momentos preciosos para o nosso crescimento, quando julgávamos ainda ser capazes de tudo. Mas, infelizmente, os sonhos de criança raramente se concretizam. A bailarina descobre que não consegue dançar, o jogador de futebol que não consegue rematar, o escritor que não é virado para as artes e o astronauta que, afinal, o espaço está mais longe do que pensava. À medida que os anos passam e que a realidade se sobrepõe aos sonhos, é preciso parar para pensar e escolher um novo caminho.

Para Ray Drecker (Thomas Jane), este é o momento para pensar. O que começou como uma carreira promissora como jogador de basebol transformou-se, graças a uma lesão que o afastou definitivamente dos campos, num emprego como professor de ginástica e de história num liceu local, posto em risco com a recessão e os cortes orçamentais. A mulher, antiga namorada do liceu, deixa-o por um homem mais rico. Os filhos adolescentes não são motivo de grande orgulho. E, a gota de água… a sua casa é completamente destruída num incêndio, deixando-o sem nada e obrigando-o a viver numa tenda no meio do pátio.

Sem dinheiro, sem família e sem saber para onde se virar, Ray encontra-se num ponto de viragem. E um reencontro fortuito numa sessão de auto-ajuda é aquilo que precisa para dar um novo rumo à sua vida, servindo-se, para isso, da sua única mais valia – o seu pénis. Daí à decisão de se transformar num prostituto masculino é um saltinho… isto é, se tanto ele como a sua proxeneta Tanya (Jane Adams) tivessem alguma queda para o negócio.

Uma história como esta, sobre um homem bem apetrechado que decide transformar-se num prostituto masculino, só poderia mesmo encontrar casa na HBO, poiso habitual das séries mais peculiares. E, como tudo o que desta estação sai, “Hung” é uma série interessante. A premissa intrigante é complementada pelas grandes interpretações dos actores que compõem o elenco, destacando-se naturalmente Thomas Jane, que consegue surpreender-nos não só pelo seu físico invejável, mas também pelas múltiplas dimensões que consegue dar a uma personagem que poderia, facilmente, cair no estereótipo. Ray é um homem desiludido, que se dedica a esta profissão por puro desespero de causa e que, por isso mesmo, nunca se sente bem no seu papel. É um homem que nunca conseguiu encontrar o seu lugar e que ainda sofre as consequências desse facto. Ray é o homem que nos faz rir com as situações mais ridículas mas que, por vezes, com as suas sinceras admissões, nos consegue comover. Já Tanya, com todas as suas peculiaridades, pode nunca nos consegue conquistar da mesma maneira, mas a forma como nunca deixa de tentar, com todas as suas forças, vingar, ajuda-nos a melhor a compreender.

Se a premissa e as boas interpretações são, sem dúvida, o ponto alto desta série, já o desenrolar da história torna-se o seu ponto mais fraco. Dez episódios podem não ser muito para contar uma história, mas a forma como esta temporada anda devagar, devagarinho, quase a passo de caracol, revela-se fatigante. Dez episódios depois de começar, pouco se avançou na história: Ray continua relutante, Tanya continua a ter problemas em afirmar-se, e as relações contratuais entre os dois poderão vir a mudar irremediavelmente graças à pressão de Lenore (Rebecca Creskoff). Aliando a isso a aborrecida presença de Jessica Haxon (Anne Heche), ex-mulher de Ray, cuja vida parece também ser tudo menos perfeita, pouco mais podemos dizer sobre esta primeira temporada. Mas porque, por vezes, a primeira temporada serve para criar os alicerces de algo mais que poderá ainda vir, dá-se um desconto. Esta história e estas personagens podem, nem sempre, nos ter convencido. Mas por estas bandas, continua a ser uma boa aposta, e marcará certamente presença entre as eleitas do próximo verão.

Publicado por: syrin | 6 Novembro, 2009

Warehouse 13 S1

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“We take the unexplained… and we just safely tuck it away in this super-sized Pandora’s Box.”

Lembram-se daquele armazém no final de “Os Salteadores da Arca Perdida”, onde o caixote contendo a arca da aliança foi guardado para nunca mais ser visto no meio de milhares de outros caixotes cheios de pó numa qualquer base secreta americana? Pois bem, em 2009 o segredo desse armazém é finalmente desvendado nesta nova série do antigo Sci Fi Channel, “Warehouse 13”.

Escondido nas planícies do Dacota do Sul, junto de pedras, vacas e bolas de futebol americano misteriosas, situa-se o Armazém 13, o local onde todos os segredos e objectos sobrenaturais vão morrer. Neste gigantesco armazém encontra-se de tudo – de aviões a armas futuristas criadas no século XIX, de quadros maléficos a chaleiras que realizam os nossos maiores desejos, de estranhos raios azuis a furões. Todos estes objectos são recolhidos, catalogados, embalados e armazenados até que caiam no esquecimento. No fundo este armazém é, nas palavras do seu guardião, Artie (Saul Rubinek), como “o sótão lá de casa”. E para os agentes secretos Peter Lattimer (Eddie McClintock) e Myka Bering (Joanne Kelly), este vai ser o começo de uma grande aventura.

Sem trazer nada de novo à televisão, “Warehouse 13” não é uma má série. Tem um pouco do ambiente de “The X-Files”, com os dois agentes de personalidades opostas a trabalharem na área sobrenatural, mas falta-lhe algo do mistério e do suspense que essa série tinha. Tem o seu quê de “Eureka”, com a cidadezinha perdida onde estão guardados os maiores segredos do país, e o humor simples que esta proporciona. Tem os casos e os objectos divertidos de “The Middleman” sem, no entanto, conseguir igualá-la a nível dos maravilhosos diálogos e do ambiente kitch e retro dessa injustiçada série. Tem a premissa de episódios soltos, com casos semanais mais ou menos interessantes, e uma história maior de fundo que, quando surge, eleva logo a qualidade dos episódios para um novo patamar, como no caso de “Implosion” ou “Breakdown”. Tem boas interpretações não só dos três principais, mas também de Allison Scagliotti no papel da jovem Claudia e, especialmente, de CCH Pounder no papel da misteriosa Mrs. Frederic. Tem vestígios de “The Lost Room”, de “The Librarian”, de “Fringe”. No fundo, “Warehouse 13” é uma amálgama de tudo aquilo que já vimos para trás, e isso fica claro do início pouco animador até ao final explosivo em “MacPherson”, que prova que, quando quer, esta história consegue dar o salto.

Sem nunca conseguir ser uma série inovadora ou mesmo competente no desenvolvimento das suas histórias individuais; sem nunca conseguir largar aquele estigma de série de verão leve que se vê bem nas férias mas que rapidamente se esquece no final dos quarenta e poucos minutos; sem nunca conseguir chegar ao patamar de outras semelhantes que por aí andam, “Warehouse 13” conseguiu, ainda assim, apresentar-nos alguns bons momentos, mas não o suficiente para regressar a este cantinho para uma segunda temporada.

Publicado por: syrin | 1 Novembro, 2009

True Blood S1

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“There’s vampire in your cleavage. Here, let me get that for you”

Bons Tens, Louisiana. Numa pequena cidade sulista recheada de campónios, uma série de assassinatos agita toda a comunidade. Jovens mulheres, belas e de reputação duvidosa, são encontradas brutalmente assassinadas, causando o pânico e a desconfiança entre os habitantes. Poderá o assassino ser um dos membros da comunidade, um qualquer familiar ou amigo de longa data? Ou poderá tudo isto estar relacionado com as surpreendentes revelações que trouxeram à luz do dia um segredo há muito escondido?

Assim começa “True Blood”, a última obra prima de Alan Ball que, depois do brilhante “Six Feet Under”, resolveu dedicar-se novamente a explorar o ser humano na sua condição mais básica, servindo-se para isso do sobrenatural. Baseada na obra de Charlaine Harris “The Southern Vampire Mysteries”, “True Blood” é uma fusão de policial, mistério, drama, comédia, humor negro e sobrenatural que consegue superar as barreiras dos géneros e conquistar todos aqueles que lhe dão uma hipótese.

Sookie Stackhouse (Anna Paquin) podia ser uma rapariga como outra qualquer. Empregada de balcão no bar da cidade, vive com a avó que a criou e passa os dias a tentar pôr algum senso na cabeça do irmão Jason (Ryan Kwanten). Mas tudo muda no dia em que um misterioso homem chega à cidade, pondo a comunidade no centro de um problema racial. Com a descoberta de um substituto para o sangue humano, os vampiros revelam-se ao mundo inteiro e procuram encontrar o seu lugar. Para Bill Compton (Stephen Moyer) isso significa regressar à sua cidade natal, onde vai despertar todos os ânimos, especialmente os de Sookie e de Sam Merlotte (Sam Trammell), dono do bar com uma paixão não correspondida por Sookie e um segredo surpreendente na sua manga.

Sexo, romance e sangue, muito sangue, é o que nos prometem de início, e não enganam… mas “True Blood” é muito mais do que apenas isso. Se o obrigatório romance entre Sookie e Bill parece, de certa forma, estranho, enfadonho e apressado demais, como reclama (e muito bem) Tara (Rutina Wesley), a melhor amiga de Sookie, revela-se no entanto indispensável para ver como a pequena comunidade lida com aquilo que é diferente.

Numa época em que os vampiros estão na moda, para o bem e para o mal, o universo aqui criado consegue surpreender-nos pela forma como se aproxima do nosso, como tenta, no meio da fantasia, fazer-nos confrontar os nossos próprios preconceitos e aceitar uma realidade menos desejada. Para isso, o local escolhido não podia ter sido outro: a cidade de Bons Temps está recheada de personagens curiosas que nos deixam a rir a bandeiras despregadas com as suas posições caricatas mas que, ao mesmo tempo, se revelam um reflexo (exagerado) do que podemos encontrar dentro de todos nós. Terry (Todd Lowe), o veterano que guarda ainda os pesadelos da guerra do Iraque, Arlene (Carrie Preston), a empregada do bar que tenta arranjar um novo pai para os filhos, Hoyt (Jim Parrack), o menino da mamã, Andy (Chris Bauer), o detective pouco competente, todas estas personagens secundárias dão um colorido diferente à série e revelam-se peças essenciais para o sucesso da mesma, especialmente Lafayette (Nelsan Ellis), que nos conquista em cada cena em que aparece. Mas porque esta é uma série de vampiros, do outro lado do espectro encontramos também personagens marcantes. Bill é o vampiro amigo, que se apaixona por uma humana e que tenta ajudar todos os que pode, para o bem e para o mal, enquanto que para Eric (Alexander Skarsgard), xerife responsável pelo condado, e os seus comparsas do bar Fangtasia, os humanos são apenas alimento muito necessário. Mas porque em “True Blood”, tal como na vida, nem tudo é o que parece, as suas aliaças poderão vir a mudar com o tempo, e as verdadeiras intenções por detrás de cada gesto prometem trazer grandes surpresas.

Imperdível para fãs de boas histórias, grandes interpretações, humor negro e um pouco de gore, a primeira temporada de “True Blood” pode não nos conquistar à primeira, mas chegados ao grito final, é difícil deixar de se sentir enfeitiçado.

Publicado por: syrin | 31 Agosto, 2009

Virtuality

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Follow me through the mirror and down a rabbit hole. Trust me, it has to be this way.

Espaço. Um futuro próximo. Na nave Phaeton, doze homens e mulheres participam numa missão de exploração de uma galáxia distante quando recebem a notícia aterradora: em menos de um século, o planeta irá tornar-se inabitável. De um momento para o outro, o que era uma missão de exploração transforma-se na última esperança para a população do planeta. E sobre os ombros destes homens e mulheres recai agora a decisão: partir para o desconhecido ou regressar a casa.

Das mãos de Ronald D. Moore e dos seus companheiros de “Battlestar Galactica”, surge mais uma pérola da ficção científica, que supera géneros e nos obriga a pensar. Mais do que uma “space opera”, “Virtuality” é um ensaio sobre aquilo que entendemos como verdadeiro, sobre as barreiras ténues que existem entre a ficção e a realidade, e o que isso pode significar para a nossa vida.

Num mundo progressivamente mais virtual, onde as realidades alternativas e fictícias se tornam cada vez mais parte do nosso dia a dia, não é de estranhar que temas como os explorados nesta série comecem a surgir cada vez mais. Com uma viagem de dez anos pela frente, a tripulação serve-se dos seus módulos de realidade virtual para descontrair, aliviar a tensão de uma convivência apertada e viajar em cenários imaginados. Mas quando um erro informático começa a afectar estas realidades virtuais e a matar os seus utilizadores, a diversão poderá vir a tornar-se perigosa para os tripulantes da Phaenton. O que era uma simples aventura espacial ganha assim contornos potencialmente devastadores, com consequências inesperadas para todos e especialmente para o comandante Frank Pyke (Nikolaj Coster-Waldau).

Se a história base é suficientemente interessante para chamar a atenção, a diversidade da tripulação revela não só uma tentativa de tornar a série o mais abrangente mas também o mais realística possível, e os efeitos especiais são impressionantes, como se confirma no preparar da nave para a viagem, são sem dúvida os pequenos detalhes sobre o universo em que esta série se insere e os mistérios que se abrem com o fechar da história que a lançam para um outro patamar. Dos pequenos anúncios ao reality show filmado a bordo “Edge of Never: Life on the Phaeton”, que nos apresentam a Roger Fallon (James D’Arcy) às mensagens crípticas sobre patrocinadores, companhia e consórcios poderosos que tudo governam, das inimizades do dia a dia que deixam os nervos à flor da pele mas que se resolvem com conversas francas nos momentos mais inesperados, como entre Billie Kasmiri (Kerry Bishé) e Sue Parsons (Clea DuVall), dos desejos reprimidos de Alice Thybadeu (Joy Bryant) e Rika (Sienna Guillory) aos dilemas dos Dr. Johnson (Richie Coster) e Meyer (Omar Metwally), tudo é tentativamente explorado, deixando-nos com vontade de saber mais sobre estas personagens e sobre esta história. E com o inesperado final, que abre as portas a um aprofundar da componente psicológica, transformando esta missão no mais real Survivor alguma vez já feito, a vontade de continuar a ver é cada vez maior.

Quem será o misterioso assassino? Será uma entidade virtual ou a manifestação de alguém muito real? Qual o significado da mensagem de Pyke a Rika? Qual o verdadeiro objectivo por detrás desta missão e deste reality show? Será apenas um jogo, no qual os concorrentes não sabem que se encontram? Com o cancelamento da série, todos estes mistérios irão ficar, infelizmente, em aberto. Mas caso algum dia esta série venha a sair da gaveta, trará consigo de certamente histórias muito interessantes.

Publicado por: syrin | 26 Agosto, 2009

Stargate SG-1 S4

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Lose it. It means, go crazy… nuts… insane… bonzo… no longer in possessions of one’s faculties… three fries short of a Happy Meal… WACKO!!

Trama principal intrigante. Histórias secundárias interessantes. Atenção à continuidade. Evolução das personagens. Acção e aventura. Humor. Ficção científica. Separadas, encontramos estas características em muitas séries, mas quando as conjugamos, é a quarta temporada de “Stargate SG-1” que descobrimos.

Continuando a curva ascendente que trazia da temporada anterior, os vinte e dois episódios que constituem o quarto ano de “Stargate SG-1” revelam uma série que encontrou o seu caminho e que o soube explorar da melhor maneira. Com a guerra contra os Goa’uld sempre presente, é no entanto o aparecimento de um novo e formidável inimigo que irá lançar a temporada. Os Replicators, máquinas que se auto-copiam e que nem mesmo os poderosos Asgard conseguem derrotar, continuam a espalhar-se pela galáxia, ameaçando não só os aliados dos Tau’ri, mas também o próprio planeta Terra. Se os primeiros confrontos em “Nemesis” e “Small Victories” provam ser difíceis, é com a batalha contra Apophis em “Exodus” que os Replicators se assumem como o próximo inimigo a abater.

Entre dois grandes inimigos, e com alguma dificuldade em manter relações cordiais com os mais próximos aliados, os Tok’ra, o Comando de Stargate vê-se confrontado com muitos dilemas por essa galáxia fora, mas é também dentro da sua própria casa que o perigo se encontra à espreita. Com os russos a pressionar em “Watergate” e o NID sempre à espreita em “Chain Reaction” não há descanso para a equipa, mas pelo menos o bom humor fica garantido graças à sempre hilariante presença do Coronel Maybourne (Tom McBeath).

Numa temporada que se apoia cada vez em histórias passadas e personagens recorrentes e que consegue criar episódios memoráveis como “2010” e “Window of Opportunity”, é também aqui que se confirma a evolução das personagens e dos actores que os interpretam. Para o Coronel O’Neill (Richard Dean Anderson) e a Major Carter (Amanda Tapping), esta é a temporada da linha ténue entre os sentimentos pessoais e as regras militares, com admissões sentidas que deixam marcas profundas e que têm o seu expoente máximo em “Divide and Conquer”, “Beneath the Surface” e “Entity”. Depois dos desgostos que sofreu, Daniel Jackson (Michael Shanks) encontra-se mais seguro de si e do seu papel na equipa, pondo à frente de tudo o seu trabalho – de linguista, arqueólogo, mas também de compasso moral da equipa- , mas os Goa’uld parecem querer roubar-lhe todos os entes queridos, como se verifica em “The Curse”. Quanto a Teal’c (Christopher Judge), a vitória só chegará quando o seu povo estiver livre da escravidão, e as razões para lutar aumentam exponencialmente com a resolução de “Crossroads”, despoletando uma crise que poderá prolongar-se por muito tempo. Mas porque esta é e será sempre uma história dedicada a uma equipa, os problemas individuais e os ocasionais atritos serão sempre ser superados graças à amizade que os une, e que se estende também ao General Hammond (Don S. Davis), à Dra. Frasier ( Teryl Rothery) e a Jacob (Carmen Argenciano)

Vinte e dois episódios recheados de histórias intrigantes, personagens principais e secundárias marcantes, e muito humor fazem desta a melhor temporada de “Stargate SG-1″, e deixam a promessa de muitas outras aventuras para os anos que seguirão. Deste lado, já teve direito a uma prateleira especial dedicada às suas aventuras.

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