Reaper S1

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Don’t fear the Reaper

Qual o pior despertar do mundo? Certamente o de Sam Oliver (Bret Harrison), quando descobre que os pais venderam a sua alma ao diabo. E agora que chegou a altura de pagar, a vida de Sam nunca mais poderá ser a mesma: de empregado de loja a ceifador de vidas em part-time, Sam vai ter de esconder da sua família e da namorada que gostaria de ter, Andi (Missy Peregrym), o seu verdadeiro papel nesta história. Felizmente conta com a ajuda preciosa dos melhores amigos Sock (Tyler Labine) e Ben (Rick Gonzalez) para procurar as perigosas almas que fugiram do Inferno e estão a causar morte e destruição na Terra.

Num ano que não foi muito prolífico em boas séries, Reaper até tinha uma história interessante. Infelizmente, de original não tem nada, acabando por revelar-se uma mescla de Dead Like Me e Chuck, que não se consegue distinguir. A história do empregado falhado que quer conquistar a menina bonita é por demais batida, com a devida ressalva de que desta vez torcemos para que a relação morra de início, tal é a falta de química entre as personagens. A presença humorística dos melhores amigos, com os seus diálogos rápidos e homenagens à cultura popular é por vezes o único ponto positivo da série, especialmente quando põe em cena o excelente Sock, mas não sendo o foco principal, acaba por ser ultrapassada pelas missões de Sam, que caem invariavelmente na rotina de “recebe missão – encontra o vilão – leva porrada – derrota o vilão no último segundo”.

Mesmo com a presença divertida de Ray Wise como o Diabo mais bronzeado de sempre e de Christine Willes como o terrível demónio da Direcção Geral de Viação, Gladys, ao final de nove episódios a série continua a não mostrar serviço. Quase parece descriminação, mas ainda não é à terceira que uma série da CW convence.