Stargate SG-1 S4

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Lose it. It means, go crazy… nuts… insane… bonzo… no longer in possessions of one’s faculties… three fries short of a Happy Meal… WACKO!!

Trama principal intrigante. Histórias secundárias interessantes. Atenção à continuidade. Evolução das personagens. Acção e aventura. Humor. Ficção científica. Separadas, encontramos estas características em muitas séries, mas quando as conjugamos, é a quarta temporada de “Stargate SG-1” que descobrimos.

Continuando a curva ascendente que trazia da temporada anterior, os vinte e dois episódios que constituem o quarto ano de “Stargate SG-1” revelam uma série que encontrou o seu caminho e que o soube explorar da melhor maneira. Com a guerra contra os Goa’uld sempre presente, é no entanto o aparecimento de um novo e formidável inimigo que irá lançar a temporada. Os Replicators, máquinas que se auto-copiam e que nem mesmo os poderosos Asgard conseguem derrotar, continuam a espalhar-se pela galáxia, ameaçando não só os aliados dos Tau’ri, mas também o próprio planeta Terra. Se os primeiros confrontos em “Nemesis” e “Small Victories” provam ser difíceis, é com a batalha contra Apophis em “Exodus” que os Replicators se assumem como o próximo inimigo a abater.

Entre dois grandes inimigos, e com alguma dificuldade em manter relações cordiais com os mais próximos aliados, os Tok’ra, o Comando de Stargate vê-se confrontado com muitos dilemas por essa galáxia fora, mas é também dentro da sua própria casa que o perigo se encontra à espreita. Com os russos a pressionar em “Watergate” e o NID sempre à espreita em “Chain Reaction” não há descanso para a equipa, mas pelo menos o bom humor fica garantido graças à sempre hilariante presença do Coronel Maybourne (Tom McBeath).

Numa temporada que se apoia cada vez em histórias passadas e personagens recorrentes e que consegue criar episódios memoráveis como “2010” e “Window of Opportunity”, é também aqui que se confirma a evolução das personagens e dos actores que os interpretam. Para o Coronel O’Neill (Richard Dean Anderson) e a Major Carter (Amanda Tapping), esta é a temporada da linha ténue entre os sentimentos pessoais e as regras militares, com admissões sentidas que deixam marcas profundas e que têm o seu expoente máximo em “Divide and Conquer”, “Beneath the Surface” e “Entity”. Depois dos desgostos que sofreu, Daniel Jackson (Michael Shanks) encontra-se mais seguro de si e do seu papel na equipa, pondo à frente de tudo o seu trabalho – de linguista, arqueólogo, mas também de compasso moral da equipa- , mas os Goa’uld parecem querer roubar-lhe todos os entes queridos, como se verifica em “The Curse”. Quanto a Teal’c (Christopher Judge), a vitória só chegará quando o seu povo estiver livre da escravidão, e as razões para lutar aumentam exponencialmente com a resolução de “Crossroads”, despoletando uma crise que poderá prolongar-se por muito tempo. Mas porque esta é e será sempre uma história dedicada a uma equipa, os problemas individuais e os ocasionais atritos serão sempre ser superados graças à amizade que os une, e que se estende também ao General Hammond (Don S. Davis), à Dra. Frasier ( Teryl Rothery) e a Jacob (Carmen Argenciano)

Vinte e dois episódios recheados de histórias intrigantes, personagens principais e secundárias marcantes, e muito humor fazem desta a melhor temporada de “Stargate SG-1”, e deixam a promessa de muitas outras aventuras para os anos que seguirão. Deste lado, já teve direito a uma prateleira especial dedicada às suas aventuras.

Stargate SG-1 S3

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I just think there’s something out there I have to be the one to find.

Não é fácil conseguir manter uma história interessante ao longo de uma temporada inteira, manter os espectadores agarrados ao ecrã semana após semana, a seguir as mesmas personagens a passar pelos mesmos dilemas. Mais difícil ainda é conseguir manter uma audiência fiel temporada após temporada. Mas, de vez em quando, surgem excepções à regra, e “Stargate SG-1” é certamente uma delas.

Depois de duas temporadas a construir os alicerces deste universo e a pavimentar o caminho para o futuro, a terceira temporada é o momento de formar alianças políticas e pessoais, de chorar as mortes, aceitar os compromissos, celebrar as vitórias e, especialmente, de aprofundar os laços que ligam os membros desta família estendida.

Penitenciando-se por um final de temporada mais fraco, “Into The Fire” salta imediatamente para a acção com o regresso de uma velha inimiga, obrigando o general George Hammond (Don S. Davis) a pôr mãos à obra. Quanto aos Senhores do Sistema, esses aproximam-se cada vez mais da Terra, forçando o povo Tau’ri a pedir a protecção de amigos mais influentes em “Fair Game“. Mas se os velhos inimigos continuam a marcar presença, são os novos adversários que se mostram mais resistentes, e que obrigam mesmo a equipa a descer até às profundezas do inferno para salvar os seus entes queridos. Os acontecimentos de “Jolinar’s Memories” e “The Devil You Know” forçam a capitã (agora promovida a major) Samantha Carter (Amanda Tapping) a confrontar-se com os seus maiores pesadelos, enquanto que o coronel Jack O’Neill (Richard Dean Anderson) não só tem de lidar com possíveis realidades alternativas em “Point of View”, mas se vê também a braços com escolhas difíceis, que o obrigam a distanciar-se física e afectivamente da sua equipa, como em “A Hundred Days” e “Shades of Grey”. Mas embora todas as personagens se tenham visto a braços com dilemas complicados, é sem dúvida o arqueólogo Daniel Jackson (Michael Shanks) quem mais acaba por sofrer ao longo da temporada.

O rapto de Sha’re (Vaitiare Bandera) e Skaara (Alexis Cruz) no primeiro episódio da série foi o momento decisivo que marcou esta história, e a sua libertação das garras dos Goa’uld o objectivo que dava alento às missões de toda a equipa. Para Skaara, a história acaba por ter um final feliz, com a intervenção dos arrogantes Tollan em “Pretense”, mas para Sha’re a ajuda chega tarde demais. Derrotada por Teal’c (Christopher Judge) em “Forever in a Day”, o episódio assinala não apenas o momento final de uma personagem querida, mas também o fechar de um capítulo desta história. E mesmo se a amizade dos restantes membros da equipa seja um dos factores determinantes que ajudam Daniel a prosseguir na sua luta, é a promessa final, de proteger a criança inocente fruto de dois inimigos, que lhe irá dar alento para continuar a lutar.

Hathor, Apophis, Sokar, Unas… estes e tanto outros Goa’uld continuam a ser, nesta temporada, os adversários mais importantes, mas na vastidão da galáxia escondem-se novos inimigos, que nem mesmo os poderosos Asgard conseguem controlar, e que poderão vir a colocar a Terra num perigo nunca visto. “Nemesis” marca assim o início de um novo capítulo desta saga – um capítulo que poderá vir a assinalar o final do mundo como o conhecemos.

Aliando a ficção científica à mitologia e à história; apoiando-se em arcos de história bem construídos e personagens marcantes; recheada de acção, aventura e um toque de humor muito próprio, “Stargate SG-1” pode não ser melhor série de ficção científica de sempre. Mas deste lado, já entrou para o rol das favoritas.

Stargate SG-1 S2

You know, I can navigate my way across a galaxy, but I get lost every time I come to Washington.

No mundo da televisão nem sempre é possível igualar um sucesso, quanto mais superá-lo. A segunda temporada de uma série de sucesso tem tendência a diminuir de qualidade, devido às frequentes tentativas de complicar as tramas de forma a fazer render a história. Felizmente ainda há casos em que a excepção é a regra, como o prova a segunda temporada de Stargate SG-1.

Depois de terminar em grande o suspense deixado no final da temporada anterior no excitante The Serpent’s Lair, a vida regressa ao normal no Comando Central de Stargate nas montanhas Cheyenne. Sob as ordens do General Hammond (Don S. Davis), a equipa constituída pelo coronel Jack O’Neill (Richard Dean Anderson), a capitã Samantha Carter (Amanda Tapping), o arqueólogo Daniel Jackson (Michael Shanks) e o jaffa Teal’c (Christopher Judge) continua a usar o portal para explorar mundos desconhecidos e combater a ameaça permanente dos Goa’uld, ao mesmo tempo que procura defender-se do seu próprio governo, que começa a demonstrar segundas intenções.

Depois de criado o universo e de estabelecidas as personagens, a segunda temporada da série procurou sair um pouco da sua rotina. Embora se mantenham os episódios soltos, que facilitam a entrada de novos espectadores neste universo mas que acabam, inevitavelmente, por apresentar histórias mais fracas, como é o caso de Bane ou One False Step, nota-se uma preocupação cada vez maior com a continuidade, apresentando vários episódios que regressam a histórias passadas. Thor’s Chariot é um óptimo exemplo disso, ao criar uma ponte entre a história das cinco raças descobertas no episódio Thor’s Hammer da primeira temporada e o primeiro contacto com os Asgard, em The Fifth Race, que promete ser decisivo para derrotar os Goa’uld.

Também ao nível das personagens se nota uma clara evolução, à medida que os actores se sentem mais confortáveis nos seus papéis. Jack continua a ter destaque e a dominar os comentários sarcásticos, enquanto que Teal’c e Daniel descobrem que as reuniões familiares nem sempre terminam da melhor forma, mas é Carter que sofre a maior evolução, e os seus dilemas acabam por ser decisivos para os vários confrontos da temporada. In The Line Of Duty e Secrets, que à primeira vista parecem ser apenas episódios soltos, revelam-se de extrema importância para a criação de uma aliança com uma facção rebelde dentro dos Goa’uld, que irá exigir um sacrifício por parte do General Jacob Carter (Carmen Argenziano), pai de Sam, no duplo The Tok’ra.

Misturando histórias típicas da ficção científica, como as viagens do tempo de 1969, com tentativas menos conseguidas de crítica social, a segunda temporada de Stargate mostra já uma clara melhoria a nível da história relativamente à primeira temporada, e lança aqui os alicerces para as histórias futuras. E é por isso que, mesmo quando nos deixa com um episódio final pouco interessante como o mostrado em Out of Mind, a vontade de continuar a seguir as histórias da SG-1 não desaparece.

Stargate SG-1 S1

Fã que é fã de sci-fi não pode deixar de gostar de Stargate, a série americana de sci-fi com maior longevidade de sempre. E se a fã que sou de sci-fi não podia deixar passar este monumento, o fraquinho que ainda tenho pelo Macgyver não me permitia perdê-la.

Pegando nos eventos do filme de 1994, o Coronel Jack O’Neill (Richard Dean Anderson) é chamado novamente ao comando central de Stargate para combater a ameaça dos Goa’uld. Regressando a Abydos para pedir a ajuda de Daniel Jackson (Michael Shanks), o grupo é confrontado com o novo senhor da guerra do planeta, e com a descoberta de que há mais do que uma possível ameaça à Terra. Com a deserção de um dos guerreiros de Apophis, Teal’c (Christopher Judge), e a adição da Capitã Sam Carter (Amanda Tapping), fica formada a primeira equipa que vai ajudar a desvendar os mistérios dos Stargates.

Se a série é excelente para fãs de mitologia e história antiga (que não é o meu caso), e as histórias bem construídas permitem seguir facilmente a trama principal, são sem dúvida os actores que fazem desta uma série a não perder. Richard Dean Anderson é de longe a personagem mais bem construída, com uma excelente interacção com os restantes membros da equipa (especialmente com o Teal’c), não esquecendo sequer uns “shout-outs” ao seu antigo MacGyver, mas mesmo as personagens secundárias, frequentemente esquecidas na maioria das séries, conseguem ter alguma influência na história, permitindo a esta série sobreviver na televisão há uma década.

E depois deste paleio todo só me resta dizer… ó F!!!! Quero mais!!!

Já agora, andavam para aí num fórum a dizer que o Teal’c por vezes parece o Castelo Branco. :s Raios, o homem tem umas expressões estranhas, mas não exageremos, não é? Realmente… coitado… e ainda por cima agora, cada vez que olho para o actor, penso no CB. :s Tadinho, a sorte que lhe havia de calhar!!