Human Target S1

There’s a woman who cares enough about your life to hire me.
I made her a promise and I intend to keep it.

Para todos os que viveram os gloriosos anos 80, não há como não ficar com um sorriso nos lábios ao ouvir os primeiros acordes das clássicas séries de acção dessa época: das engenhocas de “MacGyver” aos descapotáveis deslumbrantes de “Miami Vice”, das dezenas de explosões de “The A-Team” às luzes intermitentes de “Knight Rider”, muitas foram as horas que passámos em frente à televisão, a seguir atentamente as aventuras dos nossos heróis favoritos. Mas, como em tudo na vida, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, e os clássicos heróis, embora nunca tenham chegado a desaparecer totalmente, foram perdendo o seu lugar nas nossas televisões. Felizmente, no meio desta onda de remakes, reimaginações e sequelas que parece ter dominado os últimos anos, conseguem ainda encontrar-se algumas surpresas. E “Human Target” foi sem dúvida uma das melhores surpresas da temporada.

“If you have a problem, if no-one else can help you, and if you can find him, you can hire… the Human Target.” Liberdades televisivas à parte, Christopher Chance (Mark Valley) é um misterioso guarda-costas e especialista em segurança, pau para toda a obra, cuja principal tarefa é resgatar os seus clientes de dilemas que parecem impossíveis de resolver. Sejam ataques directos ou perseguições pela calada, em terra, no ar ou no mar, Christopher Chance é o homem que nunca recusa uma missão. A seu lado, a apoiá-lo em todos os momentos, o ex-detective Winston (Chi McBride) procura ser a voz da razão, mas é frequentemente ignorado ou, pior ainda, desautorizado por Guerrero (Jackie Earle Haley), um perigoso e misterioso técnico de computadores que poderá (ou não) ter ligações ao passado que Chance tenta esconder.

Conjugando, todas as semanas, uma forte dose de adrenalina que pode, por vezes, ser um pouco ridícula, como durante um peculiar voo de pernas para o ar em “Rewind“, mas que nunca deixa de nos chamar a atenção, cenas de luta impecáveis, graças em grande parte à experiência pessoal de Mark Valley, personagens interessantes, diálogos espectaculares, especialmente nos momentos em que Winston e Guerrero se digladiam verbalmente, e uma banda sonora irrepreensível da parte do grande favorito desta casa, Bear McCreary, que se evidencia em cenas tão singelas como uma luta/tango em “Embassy Row“, “Human Target” pode não ser a série mais complexa da temporada, pode brincar com os estereótipos do género de acção e aventura, com as suas explosões, adrenalida constante e (muitas) mulheres fantásticas ao virar de cada esquina, mas garante, a todos os que lhe dão uma hipótese, quarenta minutos muito bem passados. E se os doze episódios que constituem a primeira temporada não chegaram ainda para cansar da fórmula típica dos episódios, a promessa de revelar mais sobre o passado de todas estas personagens, como visto em “Baptiste” e “Christopher Chance” é razão mais do que suficiente para aguardar, com expectativa, as novas aventuras deste trio.

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4 thoughts on “Human Target S1

  1. Primeiro, e antes de mais, excelente texto.

    Quanto a Human Target, é daquelas séries que senti o tão habitual “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. A série, em aspectos técnicos, não é uma maravilha. Tem as suas falhas. Mas para alguém que vê a série como mero divertimento, é isso que ocorre. Como disseste, tem excelentes de acção, diálogos deliciosos e uma música a acompanhar tudo. Para quem se quer divertir um bocado e ver umas cenas de luta, para recordar James Bond e companhia, não há nada melhor que HT.

    Cumprz

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