Entourage S6

Entourage

“Life changes. Friends don’t”

Se há série que, ao longo dos anos, se tem revelado cada vez mais como um guilty pleasure, é “Entourage”. Esta não é a melhor série de sempre, nem de longe nem de perto. Nem sequer é uma série imperdível, daquelas que, pelas suas personagens, pela sua história ou pelos seus diálogos, traz algo de novo ao panorama televisivo. Não. “Entourage” tem sido, ao longo dos anos, aquela série leve de verão que nos permite, por momentos, escapar da nossa realidade, deixar o cérebro descansar e ver a vida (fictícia) dos ricos e famosos de Hollywood. Sem nunca tentar ser demasiado fiel à realidade, sem nunca se preocupar muito com o que é credível ou não, a verdade é que, ao longo das temporadas, “Entourage” se tem afirmado como uma das favoritas deste cantinho. Talvez por isso, depois de uma quinta temporada que desiludiu em certos pontos, as expectativas não fossem muitas. Mas se, ao longo deste sexto ano, houve alguns altos e baixos, não há dúvida que a série regressou aos bons velhos tempos.

Não sendo totalmente inédito, o salto temporal inicial de “Drive” deixa-nos de certa forma frustrados pela forma como se menospreza toda a história à volta da tábua de salvação de Vince (Adrian Grenier), o filme com Martin Scorcese. Mas rapidamente se percebe que esta acaba por ser a melhor escolha. Como a personagem mais fraca desta história, nunca nos preocupamos muito com o destino de Vince a não ser quando afecta o dos seus amigos, e por isso o facto de pouco ou nada ter feito durante todos os episódios passa-nos completamente ao lado. Entre mulheres, mulheres e mais mulheres, o dia-a-dia de Vince é apenas pano de fundo para o que se vai passando com os outros habitantes da mansão.

Se para Vince as mulheres foram o grande passatempo da temporada, para Eric (Kevin Connolly) as mulheres continuam a ser a sua perdição. As relações sucedem-se sem que nunca consiga esquecer a sua grande paixão, Sloan (Emanuelle Chriqui), deixando-nos com cada vez menos vontade de assistir ao drama da semana. Mas felizmente no final tudo parece bem encaminhado, tanto a nível do coração como do trabalho na nova agência. Já para Drama (Kevin Dillon), esta foi também uma temporada de mudanças a nível profissional, provocadas por um pequeno incidente com um dos seus chefes que poderia ter ditado o fim da carreira mas que acaba por se revelar uma grande surpresa. “Berried Alive” e “Scared Straight” são sem dúvida os pontos altos para este actor desesperado que encontra, no final, aquilo que tanto procurou. Mas porque nem tudo pode ser um mar de rosas, e ao contrário dos amigos, para Turtle (Jerry Ferrara) esta temporada termina em baixo. Sem dúvida a personagem menos explorada até aqui, foi interessante descobrir mais sobre um Turtle que, com a ajuda da nova namorada (dentro e fora do ecrã) Jamie-Lynn Sigler, evoluiu e a tentou encontrar um novo rumo. Não é de estranhar, por isso, que os episódios onde teve um papel preponderante, como “One Car, Two Car, Red Car, Blue Car” e “Give a Little Bit” fossem os melhores da temporada, e que o fim da relação nos deixasse tão tristes como Turtle. Mas porque as reviravoltas inesperadas são marca desta série, quem sabe a próxima temporada não traz consigo boas surpresas.

Entre altos e baixos, assim se fez a temporada para os quatro amigos. E porque, do outro lado, não se pode deixar de acompanhar o que se passa na mansão, pelos escritórios de Ari (Jeremy Piven) muitas foram também as reviravoltas. Farto de ser capacho, as tentativas de subir na carreira de Lloyd (Rex Lee) não correm muito bem, acabando por deixar a firma para ir trabalhar para o maior rival. Mas porque, no fim, tudo tem de correr bem nesta fantasia dos tempos modernos, o regresso do filho pródigo à casa que o viu partir traz consigo não apenas uma das melhores cenas de sempre da série – a marcha da vitória (e da vingança) de Ari pelos corredores da sua antiga empresa – mas também a reconciliação com aquele que, quer queira quer não, se tornou já um amigo indispensável.

Com histórias hilariantes, evolução das personagens, grandes risadas e algumas lágrimas, assim se fez esta sexta temporada que, não sendo a melhor, deixa a fasquia bem alta para o próximo verão.

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