Warehouse 13 S1

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“We take the unexplained… and we just safely tuck it away in this super-sized Pandora’s Box.”

Lembram-se daquele armazém no final de “Os Salteadores da Arca Perdida”, onde o caixote contendo a arca da aliança foi guardado para nunca mais ser visto no meio de milhares de outros caixotes cheios de pó numa qualquer base secreta americana? Pois bem, em 2009 o segredo desse armazém é finalmente desvendado nesta nova série do antigo Sci Fi Channel, “Warehouse 13”.

Escondido nas planícies do Dacota do Sul, junto de pedras, vacas e bolas de futebol americano misteriosas, situa-se o Armazém 13, o local onde todos os segredos e objectos sobrenaturais vão morrer. Neste gigantesco armazém encontra-se de tudo – de aviões a armas futuristas criadas no século XIX, de quadros maléficos a chaleiras que realizam os nossos maiores desejos, de estranhos raios azuis a furões. Todos estes objectos são recolhidos, catalogados, embalados e armazenados até que caiam no esquecimento. No fundo este armazém é, nas palavras do seu guardião, Artie (Saul Rubinek), como “o sótão lá de casa”. E para os agentes secretos Peter Lattimer (Eddie McClintock) e Myka Bering (Joanne Kelly), este vai ser o começo de uma grande aventura.

Sem trazer nada de novo à televisão, “Warehouse 13” não é uma má série. Tem um pouco do ambiente de “The X-Files”, com os dois agentes de personalidades opostas a trabalharem na área sobrenatural, mas falta-lhe algo do mistério e do suspense que essa série tinha. Tem o seu quê de “Eureka”, com a cidadezinha perdida onde estão guardados os maiores segredos do país, e o humor simples que esta proporciona. Tem os casos e os objectos divertidos de “The Middleman” sem, no entanto, conseguir igualá-la a nível dos maravilhosos diálogos e do ambiente kitch e retro dessa injustiçada série. Tem a premissa de episódios soltos, com casos semanais mais ou menos interessantes, e uma história maior de fundo que, quando surge, eleva logo a qualidade dos episódios para um novo patamar, como no caso de “Implosion” ou “Breakdown”. Tem boas interpretações não só dos três principais, mas também de Allison Scagliotti no papel da jovem Claudia e, especialmente, de CCH Pounder no papel da misteriosa Mrs. Frederic. Tem vestígios de “The Lost Room”, de “The Librarian”, de “Fringe”. No fundo, “Warehouse 13” é uma amálgama de tudo aquilo que já vimos para trás, e isso fica claro do início pouco animador até ao final explosivo em “MacPherson”, que prova que, quando quer, esta história consegue dar o salto.

Sem nunca conseguir ser uma série inovadora ou mesmo competente no desenvolvimento das suas histórias individuais; sem nunca conseguir largar aquele estigma de série de verão leve que se vê bem nas férias mas que rapidamente se esquece no final dos quarenta e poucos minutos; sem nunca conseguir chegar ao patamar de outras semelhantes que por aí andam, “Warehouse 13” conseguiu, ainda assim, apresentar-nos alguns bons momentos, mas não o suficiente para regressar a este cantinho para uma segunda temporada.

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2 thoughts on “Warehouse 13 S1

  1. Mesmo assim a série foi uma das maiores audiência da história do SyFy, fazendo um sucesso sem igual no público americano…. Enquanto séries muito melhores são deixadas de lado pelo mesmo publico… Não consigo entender os Estadosunidenses…

    Eu gostei de Warehouse 13 e pretendo continuar vendo a segunda temporada, mas a série é para ser assistida sem compromiços, como uma bela diversão que serve para relaxar e divertir de forma leve e descontraída…..

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