Dollhouse S1

dollhouse
“If you have everything, you want something else.

Professora, jogador de futebol, pintora, actor, cientista, escritora. Sonhos de infância todos nós temos, desejos de um dia sermos algo mais, algo de diferente, algo de melhor.

Esta é a história de uma rapariga comum. Caroline (Eliza Dushku) era uma rapariga como as outras: tinha sonhos, desejos, esperanças. Mas no dia em que o mundo se vira de pernas para o ar, Caroline junta-se à misteriosa organização Dollhouse e desaparece da face da terra. Com as memórias apagadas, Caroline transforma-se em Echo, uma boneca com mentalidade de criança pronta a ser programada com uma personalidade e habilidades à escolha do freguês recheado que possa alugar o seu tempo.

O que é esta Casa das Bonecas? Como é que Caroline chegou à Casa? Quem são as pessoas por detrás desta organização de alcance global e quais os seus planos para o futuro? Estas, e muitas outras perguntas, permanecem em aberto no final da primeira temporada de “Dollhouse”.

Com um nome tão sonante como o de Joss Whedon por detrás desta história, é natural que as expectativas fossem altas. “Buffy the Vampire Slayer”, “Angel” e “Firefly” tornaram-se séries de culto graças a uma conjugação de histórias interessantes, diálogos inteligentes e personagens apaixonantes. Com tão grande currículo, esperava-se muito desta nova aposta. Qual foi então o problema?

Em primeiro lugar a história. Deixando por momentos de lado a ideia assustadora que a trama principal consigo arrasta, de glorificação da escravidão sexual, os doze episódios da primeira temporada revelam-se pouco uniformes a nível da trama principal. A imposição de episódios soltos, de caso da semana, não ajudou ao estabelecimento de uma trama coerente, criando meros “fillers” numa história ainda não estabelecida, como é o caso de “Stage Fright” ou “Haunted”.

Se a história não convence, as personagens muito menos. Echo é uma tábua rasa, sem qualquer tipo de personalidade ou de presença, destacando-se apenas nas cenas de luta, onde a sua intérprete parece sentir-se em casa; Adelle (Olivia Williams), administradora da casa, é mal explorada, e nem mesmo a surpresa do seu apego a um dos seus sujeitos convence; Boyd (Harry Lennix), por muito que considere a situação dos bonecos uma exploração, permanece em silêncio; quanto a Topher (Fran Kranz), homem da informática, é uma presença irritante sem qualquer interesse. E quanto a Paul Ballard (Tahmoh Penikett), o opositor deste regime, o agente do FBI que tenta desvendar o mistério da Dollhouse? A ausência de qualquer justificação para a sua obsessão pela Casa e por Caroline, bem como o surpreendente volta face em “Omega”, quando parece esquecer tudo aquilo por que passou às mãos desta organização, fazem com que qualquer simpatia pela personagem seja difícil.

Com personagens principais pouco memoráveis, a série acaba por valer-se dos secundários. Sierra (Dichen Lachman) e Mellie (Miracle Laurie) podem nem ser as melhores actrizes da série, mas convencem no papel de bonecas, e o episódio verdadeiramente dedicado aos bonecos, “Needs”, revela-se um dos melhores de toda a temporada, dando a Victor (Enver Gjokaj) a oportunidade de se revelar.

Se a fraqueza da série se evidencia nos episódios solto, é quando se regressa à história principal que se consegue vislumbrar a história potencialmente interessante por detrás desta série. “Man On The Street” coloca-nos no bom caminho e “Spy In The House Of Love” revela-se um episódio recheado de tensão, mas é com a chegada de Alpha (Alan Tudyk) que a série ganha um novo fôlego. “Briar Rose” tem acção, mistério, tensão e revelações chocantes, provando que, quando se aliam personagens inteligentes a bons actores, a história dá um salto qualitativo.

Com um universo já estabelecido e personagens mais ou menos desenvolvidas, a segunda temporada de “Dollhouse” tem tudo para melhorar. Esperemos apenas que o consiga fazer.

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4 thoughts on “Dollhouse S1

  1. Concordo. Espero que a série melhore muito nesta 2º temporada. Esta série com a história que possui tinha um enorme potencial para viciar-me por completo mas aconteceu o contrário. Não me convenceu. Acho a história mal aproveitada e os personagens pedia-se uma melhor interpretação. Neste momento é uma série que simplesmente só me lembro que existe quando o episódio sai. Claro que isto é so a minha opinião e espero mudá-la com esta temporada.

    Cumprimentos

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