How I Met Your Mother S4

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“I’m cuddly bitch. deal with it!”

Sair de uma temporada muito boa e conseguir manter elevada a fasquia de uma série não é fácil. Há quem o consiga fazer da melhor maneira (“Breaking Bad”, “Chuck”), e há quem comece a dar provas de um certo desgaste (“House”). Mas conseguir manter fresca e actual uma série que não só tem na bagagem várias temporadas, mas onde sabemos de antemão o final, torna-se mais complicado. Talvez isso explique o leve decréscimo de qualidade nas histórias desta quarta temporada de “How I Met Your Mother”.

Com o sim de Stella (Sarah Chalke) a Ted (Josh Radnor), a história prometia mudar de direcção. De repente, encontrávamo-nos perante a potencial mãe, a elusiva mulher que procuramos desde o primeiro episódio. Stella era interessante, uma boa adição ao grupo de amigos e alguém que conseguia mesmo tornar Ted numa pessoa melhor. Mas Stella tinha um problema: não podia ser a mãe para não terminar aqui a história. E, por causa disso, teve de ir embora. “Shelter Island” pode não ter sido o melhor episódio de sempre da série, e pode até ter estragado um pouco uma personagem que, desde o início, sempre pareceu extremamente sensível, mas até era compreensível, dada a história passada da personagem. O grande problema causado pela sua saída acabou por ser a perda de direcção da história.

Sabemos, desde o início, que a descoberta da mãe é de menor importância, e que as vidas, os percalços e a amizade destes cinco amigos há muito que se tornou o ponto fulcral da história. Mas mesmo em séries onde o elemento central é a amizade, espera-se que haja um fio condutor, algo que ligue os episódios e nos faça voltar, semana após semana, para ver estas personagens, para acompanhar a sua interacção e o seu desenvolvimento. E foi aqui que a quarta temporada de “How I Met Your Mother” pecou. Com Stella fora de jogo, Ted, indiscutivelmente a personagem principal, volta a ser o chato de sempre, o homem que não se consegue decidir e que saltita de situação em situação, sem nunca escolher um caminho. Dos seus dramas profissionais às várias relações que manteve no resto da temporada, nada se destacou, e mesmo o tão excitante “Right Place Right Time”, que tantas esperanças deixou, acabou por ser mais um falso avanço numa história recheada deles.

Sem uma trama definida, a temporada acabou por ser marcada por episódios soltos que, embora continuem divertidos, deixaram também um certo sentimento de que a magia se começa a extinguir. Sim, o humor permanece, tal como a estrutura diferente das histórias, com avanços e recuos na linha temporal, soberbamente realizados em episódios como “Three Days of Snow”; sim, as personagens secundárias, encabeçadas por Marshall (Jason Segel) e Barney (Neil Patrick Harris) continuam a fazer as nossas delícias, especialmente a partir do momento em que ganharam mais destaque com as gravidezes bem visíveis (ou talvez não!) das intérpretes de Lily (Alyson Hannigan) e Robin (Cobie Smulders). E sim, episódios como “The Naked Man”, “Mosbius Designs” e “Intervention” ainda nos conseguem deixar a rir às gargalhadas. Mas porque esta série já provou que consegue fazer melhor, fica uma certa sensação de desapontamento pelas oportunidades perdidas, e uma esperança que, entre o novo rumo profissional de Ted e os possíveis desenvolvimentos no romance mais esperado de sempre da série, “How I Met Your Mother” reencontre o seu caminho. Afinal, quem nos deu Slap Bets, Robin Sparkles e inovadores currículos-vídeo, já provou o seu valor.

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