No Heroics S1

no heroics
No masks. No powers. No heroics.

Inglaterra. Uma cidade como tantas outras… mas com uma pequena diferença. Nesta cidade, os super-heróis são o prato do dia, e tanto salvam um edifício em chamas como cortam a relva com os seus fatos coloridos. Num mundo onde os super-heróis são pessoas como todas as outras, quatro amigos reúnem-se à volta de copos de Shazamstell, V for Vodka ou Gin City e discutem os seus feitos pouco heróicos.

Depois de sucessos vários no cinema, é natural que as histórias de super-heróis chegassem também ao pequeno ecrã, mas certamente nunca se imaginou que causassem tanto estrago como esta comédia negra da ITV2. “No Heroics”, como o próprio nome indica, é uma série onde os feitos heróicos se encontram em segundo plano, e onde a vida normal de quatro super-heróis de segunda categoria ganha destaque.

À volta de uma mesa do The Fortress, o pub dos super-heróis, reúnem-se quatro dos heróis mais descartáveis de sempre. Alex ou “The Hotness” (Nicholas Burns) é o mais triste. Um herói capaz de controlar o fogo, chega sempre atrasado aos compromissos, sendo inevitavelmente ultrapassado pelo seu arqui-inimigo, o maior herói da zona, Excelsor (Patrick Baladi). Mas a pouca sorte de The Hotness não se fica pelos negócios – também no amor se vê aflito, com poucas candidatas e com uma relação mal resolvida com a ex-namorada Sarah (Claire Keelan), também conhecida por “Electroclash”, cujo poder de dominar todas as máquinas é usado principalmente para sacar maços de cigarros às máquinas de vendas automáticas do bar e irritar o segurança do bar, “Thundermonkey” ou Simon (Jim Howick). Antiga companheira de equipa de Eletroclash, She-Force (Rebekah Staton) é a terceira mulher mais forte do mundo, mas preferia ser apenas Jenny, uma anónima funcionária de escritório, enquanto Don “Timebomb” (James Lance) já deixou os seus dias de herói violento para trás e goza a sua reforma em paz, com muitas drogas, bebedeiras e sexo anónimo com qualquer homem que lhe apareça à frente.

Longe de todos os poderes e dos fatos coloridos que marcam as suas vidas profissionais, homenagens claras à época de ouro dos super-heróis da banda desenhada, é no bar que as conversas entre estes quatro heróis desajustados revelam todo o humor negro que apenas na Grã-Bretanha se consegue escrever. Sem papas na língua, a linguagem mais colorida destes heróis e as situações caricatas em que frequentemente se encontram, de onde se destacam uma noite pavorosa com uma groupie, uma conversa com ex-fãs, um serviço de guarda-costas a um puto irritante ou um encontro com um membro de um grupo anti-superheróis são o grande forte da série, mostrando que, por vezes, ainda se consegue criar dentro de um género mais do que explorado.

Com a versão americana da série já devidamente cancelada, para bem da nossa sanidade mental, espera-se apenas que os próximos tempos nos possam trazer mais aventuras deste mundo.

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