Entourage S5

entourage5
That is what we call a bitch slap. A bitch slap for a bitch.

O que fazer depois do maior desastre da nossa carreira profissional? Desesperar? Procurar novo emprego? Investir na formação profissional? Ou deixar tudo à sorte dos deuses? Para os comuns mortais, a resposta é mais do que evidente, mas quando se é uma grande estrela de Hollywood, nada nos consegue deitar abaixo, e o melhor é mesmo afogar as mágoas enquanto se espera que a sorte nos volte a sorrir.

Depois do desastre que foi “Medellin”, a vida não está fácil para Vince (Adrian Grenier), que de super-estrela passou a persona-non-grata para a maioria dos estúdios de Hollywood. A roçar a bancarrota e sem grandes perspectivas de futuro, Vince não se mostra, no entanto, assim muito preocupado, preferindo fazer férias numa qualquer praia perdida com comida, bebida e mulheres à descrição. Já E (Kevin Connolly), amigo e manager, vê-se aflito para arranjar qualquer trabalho que ajude a repor as finanças perdidas. Enquanto luta para trazer Vince de volta aos Estados Unidos, descobre um cliente com potencial e um guião que poderá ser a solução de todos os problemas… isto se conseguir, é claro, convencer os chefes dos estúdios a confiar novamente em Vince. Mais sorte na vida profissional tem Drama (Kevin Dillon), que continua a contar com a sua série de sucesso “Five Towns”, mas que sente cada vez mais a distância da sua paixão francesa Jacqueline, uma distância que o leva ao desespero e a tomar atitudes drásticas. Quanto a Turtle (Jerry Ferrara), esse nunca tem grandes preocupações, contentando-se em estar com os amigos e a aproveitar a fama alheia… até ao dia em que um encontro fortuito num avião o poderá fazer mudar de ideias.

Se há série que, ao longo dos anos, se tem mostrado consistente, é “Entourage“. Não é uma grande série, muito embora tenha um elenco competente que se mostra cada vez mais seguro nos seus papéis. Não se preocupa em apresentar grandes histórias, que nos marquem e que nos mostrem a verdadeira realidade de Hollywood. Muito pelo contrário: contenta-se apenas em dar-nos vislumbres desta realidade, sem nunca se debruçar muito sobre o que é necessário fazer para atingir os seus objectivos. Só assim se explica a forma como, ao longo dos anos, Vince e companhia saíram de todos os dilemas em que se encontraram sem terem de se esforçar muito, e como resolveram, mais uma vez, de forma quase deus ex machina, a situação profissional de Vince. Nem sequer é uma série que pretende convencer-nos da sua veracidade, mesmo quando se rodeia de figuras reais, actores conhecidos, e locais famosos para dar um colorido especial aos episódios.

Aquilo que continua, no entanto, a fazer ano após ano, aquilo que nos consegue trazer de volta a esta quase-realidade e a seguir as aventuras e desventuras dos quatro amigos, é a forma como nunca se leva demasiado a sério, como permanece leve, divertida, uma comédia de verão, com momentos ocasionais de génio, como o sentido desabafo de Drama perante o mundo do “The View”. E mesmo que a história principal não tenha estado, nesta quinta temporada, ao nível das anteriores, se os dilemas por que passaram se tenham mostrado um pouco repetitivos, também não há como deixar de admitir que momentos como a guerra entre os dois agentes em The All Out Fall Out se tornaram clássicos instantâneos, e darão certamente a Jeremy Piven mais um prémio pelo seu brilhante Ari Gold.

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7 thoughts on “Entourage S5

  1. Ainda me falta ver a 4ª temporada, antes de chegar a esta, mas Entourage é uma das minhas séries preferidas, costumo chamar-lhe o Sex and the City masculino. E o Ari Gold é simplesmente de génio, acho que a série não seria tão boa sem ele! 😉

  2. A quarta temporada foi muito boa, especialmente o primeiro episódio, que é o melhor de sempre, para mim.

    O Ari é para esta série o que o Barney é para o How I met Your Mother – o melhor. 🙂

  3. Gostou muito do Entourage mas concordo que esta 5º temporada soube a menos, mesmo assim esta série tem sempre momentos fantásticos. E sim o Ari é o Barney do HIMYM não o colocaria de forma melhor 😛

  4. Esta temporada foi muito boa também embora não ao nível das anteriores. Mas o Ari é talvez a personagem mais cómica da televisão.

    PS: Eu acho que eles deviam fazer um spin-off qualquer coisa como “Ari & Lloyd”. Meia-hora seguida o Ari a achincalhar o Lloyd. Brutal…
    vo ligar ao Mark.

  5. Acabei hoje. E partilho da opinião generalizada. Não deixou uma sensação de frustração na boca, mas a qualidade da série não foi a mesma. Sim,houve momentos fantásticos. Esse que a Syrin destaca, num emnbate de titãs entre os dois agentes, foi um episódio magnífico. Aliás, sempre que Ari Gold ou Johnny Drama entram, temos espectáculo garantido.

    Continua a ser uma série escorreita, produzindo um bom entretenimento, e deixando uma série de pistas para a 6ª época. O filme de Vinnie com Scorcese (nomeração para o Oscar?), a relação de Turtle com a nova namorada, a Jamie Lynn.

    Como curiosidade, no último episódio, quem reparou no cameo de Michael Phelps? Vejam o episódio e reparem um transeunte que leva um encontrão, no passeio…

  6. Ya Paulo também reparei, aliás já tinha lido algures que ele ía aparecer só não sabia em que episódio era.

    PS:e nem foi convidado acho que ia a passar no local das filmagens e um dos produtores o convidou para uma pequena cena…

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