Flashpoint S1

O que torna uma série diferente? Será um conceito inovador? Personagens únicas? Interpretações brilhantes? Um cenário e uma acção fora do normal? Num panorama televisivo que se torna cada vez menos brilhante, conseguem encontrar-se ainda assim algumas séries que saem fora da fórmula habitual, que ousam ser diferentes e que conseguem, por vezes, marcar. E depois há outras, como “Flashpoint”, que embora tentem, não conseguem deixar o seu estigma de cópias.

Séries policiais encontram-se às dezenas, e a CBS parece ser a sua casa mãe. Talvez por isso, quando a greve dos argumentistas prometia dar cabo da programação de verão, a CBS se tenha virado para as séries canadianas da CTV, como forma de tapar os buracos deixados pelo final dos seus próprios programas. E “Flashpoint” tem tudo para se dar bem na CBS: a história gira à volta dos membros de uma equipa de intervenção rápida (vulgo S.W.A.T.) canadiana, treinados para responder em missões de alto risco – desmantelando bombas, enfrentando organizações criminosas e, especialmente, salvando reféns. A liderar a equipa encontra-se o sargento Gregory Parker (Enrico Colantoni), que juntamente com veterano Ed Lane (Hugh Dillon), a competente Jules Callahan (Amy Jo Johnson), e o novato Sam Braddock (David Paetkau), vai tentar salvar os inocentes e manter segura a sua cidade.

Inspirada pelos casos reais da Emergency Task Force canadiana, “Flashpoint” tem alguns pontos a seu favor: o cenário canadiano, neste caso a cidade de Toronto, apresenta uma refrescante localização, longe das habituais grandes cidades norte-americanas, e o destaque dado aos procedimentos técnicos dos membros da equipa, que vão desde os relatos das missões à linguagem própria dos franco-atiradores, dá alguma credibilidade às histórias. Mas, ao mesmo tempo, o constante recurso às situações de reféns, a estrutura típica dos episódios, que começam invariavelmente “in media res”, e a importância excessiva dada à psicóloga, Amanda Luria (Ruth Marshall), que com as tecnologia de que dispõe, mais parece estar num qualquer episódio do “CSI”, tornam a série cansativa e igual a tantas outras.

Mesmo com uma temporada de apenas 13 episódios, a verdade é que sete foram suficientes para ver que, embora não seja uma má série, Flashpoint não convence. E é por isso que não irá voltar a figurar neste cantinho.

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4 thoughts on “Flashpoint S1

  1. Começo como o Francisco: Finalmente! Mas neste caso o finalmente deve-se a ver uma crítica a Flashpoint.

    Já tinha reparado na série, disponível como tantas outras nos “sítios do costume” mas, apesar de fã de séries policiais, fui-me mantendo afastado, aguardando por uma análise fundamentada da série.

    Até que hoje, passando pelo teu estaminé, lá deparei com o que pretendia. E, graças a ela, Flashpoint vai continuar, nos “sítios do costume”, aguardando pelo meu download. Que duvido que alguma vez aconteça.

    Mas lá está, isso sou eu a falar, que iniciei agora a 4ª temporada de The Shield [e não me canso de agradecer a tua dica], sabendo que ainda tenho um longo caminho a percorrer, até ao final da mesma.

  2. Paulo, se queres outra boa dica… The Wire, The Wire, The Wire.
    Já vi a primeira temporada, e gostei imenso. Uma maratona das cinco temporadas já está prometida para o ano, este é que já não dá, porque o tempo não dá para tudo.

  3. Ainda bem que os criticos não concordam com vcs, a série é ótimo e já tem data para retornar, nos EUA teve uma repercussão fantástica que garantiu a segunda temporada.
    Aqui no Brasil teve sua estréia pelo canal da Warner e já um grande sucesso.

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