Stargate SG-1 S2

You know, I can navigate my way across a galaxy, but I get lost every time I come to Washington.

No mundo da televisão nem sempre é possível igualar um sucesso, quanto mais superá-lo. A segunda temporada de uma série de sucesso tem tendência a diminuir de qualidade, devido às frequentes tentativas de complicar as tramas de forma a fazer render a história. Felizmente ainda há casos em que a excepção é a regra, como o prova a segunda temporada de Stargate SG-1.

Depois de terminar em grande o suspense deixado no final da temporada anterior no excitante The Serpent’s Lair, a vida regressa ao normal no Comando Central de Stargate nas montanhas Cheyenne. Sob as ordens do General Hammond (Don S. Davis), a equipa constituída pelo coronel Jack O’Neill (Richard Dean Anderson), a capitã Samantha Carter (Amanda Tapping), o arqueólogo Daniel Jackson (Michael Shanks) e o jaffa Teal’c (Christopher Judge) continua a usar o portal para explorar mundos desconhecidos e combater a ameaça permanente dos Goa’uld, ao mesmo tempo que procura defender-se do seu próprio governo, que começa a demonstrar segundas intenções.

Depois de criado o universo e de estabelecidas as personagens, a segunda temporada da série procurou sair um pouco da sua rotina. Embora se mantenham os episódios soltos, que facilitam a entrada de novos espectadores neste universo mas que acabam, inevitavelmente, por apresentar histórias mais fracas, como é o caso de Bane ou One False Step, nota-se uma preocupação cada vez maior com a continuidade, apresentando vários episódios que regressam a histórias passadas. Thor’s Chariot é um óptimo exemplo disso, ao criar uma ponte entre a história das cinco raças descobertas no episódio Thor’s Hammer da primeira temporada e o primeiro contacto com os Asgard, em The Fifth Race, que promete ser decisivo para derrotar os Goa’uld.

Também ao nível das personagens se nota uma clara evolução, à medida que os actores se sentem mais confortáveis nos seus papéis. Jack continua a ter destaque e a dominar os comentários sarcásticos, enquanto que Teal’c e Daniel descobrem que as reuniões familiares nem sempre terminam da melhor forma, mas é Carter que sofre a maior evolução, e os seus dilemas acabam por ser decisivos para os vários confrontos da temporada. In The Line Of Duty e Secrets, que à primeira vista parecem ser apenas episódios soltos, revelam-se de extrema importância para a criação de uma aliança com uma facção rebelde dentro dos Goa’uld, que irá exigir um sacrifício por parte do General Jacob Carter (Carmen Argenziano), pai de Sam, no duplo The Tok’ra.

Misturando histórias típicas da ficção científica, como as viagens do tempo de 1969, com tentativas menos conseguidas de crítica social, a segunda temporada de Stargate mostra já uma clara melhoria a nível da história relativamente à primeira temporada, e lança aqui os alicerces para as histórias futuras. E é por isso que, mesmo quando nos deixa com um episódio final pouco interessante como o mostrado em Out of Mind, a vontade de continuar a seguir as histórias da SG-1 não desaparece.

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3 thoughts on “Stargate SG-1 S2

  1. Pedindo antecipadas desculpas pela “invasão” e alguma usurpação de espaço, gostaríamos de deixar o convite para uma visita a este Espaço que irá agitar as águas da Passividade Portuguesa…

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