The Riches S2

The minute you get what you think you want, you always want more

O que significam treze milhões de dólares para o comum mortal? O fim de todos os problemas, certamente. A possibilidade de realizar todos os sonhos, de largar tudo e de começar de novo, sem medo das consequências. E para um Irish Traveller, uma espécie de cigano americano, que percorre as estradas dos Estados Unidos da América a enganar os comuns mortais (Buffers)? Uma oportunidade única de começar de novo, de ser livre. Mas, como se prova nos sete episódios da segunda temporada de The Riches, o dinheiro nem sempre nos dá a liberdade que procuramos.

Depois de uma excelente primeira temporada, onde se aliou da melhor forma a comédia ao drama, e que nos tinha deixado o ano passado com um grande cliffhanger, a segunda temporada deste original da FX não conseguiu manter a mesma qualidade. Marcada, como tantas outras, pelas consequências da greve dos argumentistas, a diminuição do número de episódios, aliada à falta de uma direcção concreta e a um esticar da credibilidade ao máximo, tornaram este novo capítulo da história da família Malloy em algo difícil de aceitar. O filão de ouro da série continua lá: as grandes interpretações dos actores principais, Eddie Izzard como Wayne Malloy e Minnie Driver como Dahlia Malloy asseguram a qualidade de um elenco competente, mas as divertidas discussões familiares que dominaram a temporada anterior, as primeiras aventuras no mundo desconhecido de Eden Falls, e as várias intrujices que Wayne inventava para disfarçar a sua óbvia falta de competência para o cargo tornaram-se, com o passar dos episódios, difíceis de aceitar. E se nunca foi possível classificar esta série na categoria de comédia, a direcção mais sombria da história também não parece adequada a personagens que continuam a tentar fazer-nos acreditar que alguém sem nenhum conhecimento da advocacia consegue enganar tudo e todos por tanto tempo como Wayne tem conseguido.

Numa temporada em que a união familiar se começou a desintegrar, foram as histórias individuais das personagens que ganharam destaque. Se Wayne é o catalisador de todos os problemas, ao quebrar a união e decidir regressar com a família a Eden Falls, arriscando tudo e todos na expectativa de uma fortuna graças ao projecto de Hugh Panetta (Gregg Henry), Dahlia vai arriscar a sua liberdade quando os remorsos a levam a tentar corrigir erros do passado, na esperança de, com isso, conseguir salvar a sua família. E se Di Di (Shannon Marie Woodward) parece esquecer facilmente as relações passadas, e Sam (Aidan Mitchell) pouco tenha tido que fazer, é Cael (Noel Fischer) que parece estar do lado da razão desta vez. Não será, provavelmente, a casa que está a roubar a alma à família Malloy, como sugere Cael, mas a verdade é que esta mesma alma se está a desintegrar a olhos vistos, sem que nenhum dos membros da família o tente impedir.

Depois de apenas sete episódios é difícil saber se o rumo desta história conseguirá vingar. A chegada de um novo inimigo, Eamonn Quinn (Jared Harris), aliado ao sempre presente Dale (Todd Stashwick) não augura nada de bom para uma (possível) terceira temporada, e a falta de apoio de amigos como Nina (Margo Martindale) poderá tornar mais difícil a vida dos Malloy. Espera-se apenas que, caso lhes seja dada a oportunidade de regressar, os Malloy recuperem a forma que mostraram na primeira temporada.

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