Pushing Daisies S1

You can’t just touch someone’s life and be done with it.

De vez em quando há séries diferentes no panorama televisivo. E se em 2007 poucas foram as que se destacaram pela positiva, “Pushing Daisies” foi certamente aquela que mais arriscou.

No mundo encantado de Couer d’ Cour, o pequeno Ned (Lee Pace) descobre que, com um simples toque do seu dedo, consegue ressuscitar os mortos, mas que com um novo toque, a morte será para sempre. Pior ainda: por cada morto que ressuscita, outro terá de tomar o seu lugar. Obrigado para sempre a manter a uma distância segura aqueles de quem mais gosta, Ned divide o seu tempo entre as maravilhosas tartes que faz no seu restaurante, e o part-time como assistente do investigador privado Emerson Cod (Chi McBride). Mas quando Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel), antigo amor de infância, regressa inesperadamente à sua vida, Ned vai ser confrontado com alguns segredos do passado que nunca quis revelar.

Diferente, romântica, divertida, por vezes estranha, Pushing Daisies é parte conto de fadas, parte policial, parte romance. Tem como tema principal a morte, mas sempre contraposta pela alegria e felicidade de viver. Cheia de cor, com requintados cenários fantásticos que evocam Tim Burton, e uma bela banda sonora, não há dúvida de que foi uma surpreendente aposta na televisão americana, e mais um triunfo para Bryan Fuller, do saudoso “Wonderfalls“, onde foi mesmo roubar o seu actor principal.

No entanto, mesmo recheada de personagens curiosas, diálogos encantadores e a excelente participação de Kristin Chenoweth no papel de Olive Snook, com a sua paixão não correspondida por Ned; mesmo com todas as características que a tornam especial, diferente de tantas outras, faltava qualquer coisa a esta trama para que pudesse convencer.

Mas porque este é um mundo dos contos de fadas, onde os milagres ainda acontecem, bastaram os primeiros acordes da maravilhosa rendição do clássico Morning Has Broken por Ellen Greene, a tia Vivian, no episódio “Smell of Sucess“, para que deste lado se ficasse rendido à história. E mesmo se o estilo da série não é o favorito por estas bandas, não há dúvida que enquanto as tias Vivian e Lily (Swoozie Kurtz) continuarem a brilhar nos episódios da segunda temporada, o mundo encantado de “Pushing Daisies” irá continuar a marcar presença nesta televisão. Afinal, quem é que não gosta de um bom conto de fadas?

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3 thoughts on “Pushing Daisies S1

  1. Não estava nada à espera.

    Acabei (…) a 1ª temporada de 9 episódios e apenas tenho de elogiar esta série, que inovou em muitos aspectos e cativa noutros tantos.
    Foi a surpresa desta temporada para mim. Excelente série com excelentes interpretações principalmente por parte de Chi McBride.
    O (fraco, na minha opinião) cliffhanger é compreensível pela abrupta forma como a série teve de terminar a sua temporada.

    Venha a 2ª temporada porque a 1ª soube a pouco! 😈

    in CantinhodaTV por DNL (http://cantinhodatv.diskoballs.org/viewtopic.php?p=36871#36871)

  2. “Descobri” ontem esta série 😀 Atrasado, mas ainda a tempo de me surpreender e maravilhar com a sua beleza e simplicidade.
    Adorei e agora acho que não vou deixar de a acompanhar regularmente.
    Tens razão, destaca-se pela positiva e arriscou bastante… e ganhou! 😉

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