Coupling S1-4

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Jane, could you stop doing this? Could you stop just wandering through my front door? Because this is not, I repeat NOT, an American sitcom!

Quando a paciência é pouca, e a disposição não ajuda, nada melhor do que pegar numa bela comédia para passar o tempo. E no panteão das melhores britcoms que predominam nas estantes desta casa, Coupling encontra-se num dos lugares cimeiros. Da história às situações inusitadas, das personagens à escolha dos actores que lhes dão vida, tudo foi perfeito nesta comédia, que peca apenas pelo reduzido número de temporadas.

Steve (Jack Davenport) conhece Susan (Sarah Alexander) no bar. Os dois apaixonam-se. Poderia ter começado aqui um romance como muitos outros, não fosse o facto desta relação a dois estar, desde início, sobrepovoada. A impedir o percurso seguro do romance está a alucinada ex-namorada de Steve, Jane (Gina Bellman), e o narcista ex-namorado de Susan, Patrick (Ben Miles), sem esquecer os melhores amigos dos pombinhos, o estranho Jeff (Richard Coyle) e a paranóica Sally (Kate Isitt). Um casal, o melhor amigo dele, a melhor amiga dela, a ex dele e o ex dela. Seis amigos que vão passar a conviver e a discutir, até à exaustão, todas as relações por que passam.

Visto por muitos como um Friends inglês, Coupling prova, desde o primeiro minuto, que vai muito para além da famosa sitcom americana. Fala de amizades e de relações, mas também das inseguranças e trapalhadas amorosas por que todos eventualmente passam, sempre com uma bela pitada de sexo para apimentar a história. Dos dilemas iniciais criados pelo  “Sock Gap” em “Size Matters“ e pelo “Melty Man” em “The Melty Man Cometh”, aos silêncios desconfortáveis em “My Dinner in Hell”, não há etapa da relação esquecida pela série.

Se o humor inteligente, e as divertidas experiências com a tradicional abordagem à narrativa, como o “rewind” em “The Girl With Two Breasts”, as legendas do Captain Subtext em “Her Best Friend’s Bottom” ou o ecrã dividido em “Split” diferenciam esta série das tradicionais comédias românticas, são as maravilhosas personagens e as brilhantes interpretações dos actores que a distanciam de todas as outras. Ao longo das suas quatro temporadas, constroem-se personagens memoráveis, onde se destaca desde o primeiro momento Jeff, com os seus “Jeff-ismos”, o “Giggle-Loop” e diarreia cerebral que o leva frequentemente a admitir coleccionar orelhas de mulheres e ter uma perna a menos, mas sem esquecer a presença igualmente memorável de Steve, com os seus discursos inflamados sobre temas difíceis em “Inferno” e “The Girl With One Heart”. E se a partida de Jeff condiciona, de certa forma, a última temporada, deixando um vazio que Oliver (Richard Myland) nunca consegue preencher, permite um maior desenvolvimento dos restantes personagens, especialmente de Patrick e Sally, que depois dos excelentes “Remember This” e “Perhaps, Perhaps, Perhaps” já mereciam o devido louvor.

Rever séries é complicado: já não há surpresas, já não há a emoção de descobrir uma nova história, de ver o desenvolvimento daquela relação que sempre quisemos acompanhar. Mas rever as aventuras destes seis amigos prova ser a excepção.

Homem quase descomprometido procura mulher para relação sólida. Requisitos: desinibida, descontraída, óptimo sentido de humor; capacidade de argumentação com ex-namorada irritante e amigo estranho é indispensável. Dá-se preferência a fãs de pornografia de teor lésbico e casa de banho com fechadura. Boas perspectivas de futuro. (S.T.)

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6 thoughts on “Coupling S1-4

  1. O Jeff é o maior!

    Gosto muito da série só vi foi um episódio da última série sem o Jeff e como dizes sente-se bem a falta.

    Uma vez também vi a versão americana e não gostei nada, esta é muito superior.

  2. Ui, o Coupling US é provavelmente uma das piores séries que já vi. Não se aproveita nada – personagens, locais, histórias… ugh.

    Eu gostei da season 4 do Coupling, mas realmente o Jeff faz muita falta.

  3. Uma das séries que tem sempre um lugar marcado no meu top 10. Revejo frequentemente alguns episódios e até já fiz um trabalho sobre as representações da sociedade na série!

    Excelente!

  4. Por favor, nem tente comparar com Friends, posto que será uma batalha perdida. Dificilemente outra série igualar-se-á a Friends. Agora, realmente este seriado é muito bom e pra quem não conhece vale muito a pena conferir!

    House S5 rlz!
    Dexter rlz!
    Dark Blue rlz!

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