Babylon 5 S4

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It was the year of fire, the year of destruction, the year we took back what was ours. It was the year of rebirth, the year of great sadness, the year of pain, and a year of joy. It was a new age. It was the end of history. It was the year everything changed.

2261. Depois dos chocantes acontecimentos de Z’ha’dum, o quarto ano a bordo de Babylon 5 começa com um ambiente pesado. Ivanova (Claudia Christian) tenta manter intacta a estação, enquanto que Delenn (Mira Furlan) procura unir um povo que se distancia cada vez mais. Sheridan (Bruce Boxleitner) e Garibaldi (Jerry Doyle) lutam contra demónios interiores, ao mesmo tempo que Dr. Franklin (Richard Biggs) e Marcus Cole (Jason Carter) procuram novos aliados. E se as Sombras sempre à espreita provam ter um oposto igualmente perigoso, é próximo de casa que se irão travar as batalhas finais, reunindo antigos inimigos em prol do bem comum.

Criar uma história coerente, que tenha em atenção a continuidade, que mostre a evolução das personagens não é fácil, e mais difícil se torna quando se pretende espalhá-la ao longo de vários anos. Mas como se prova neste quarto ano a bordo de Babylon 5, J. M. Straczynski conseguiu o impossível. A grande saga da ficção científica que marcou uma época termina aqui, de forma exemplar. Ou talvez não.

A incerteza da renovação da história por mais um ano obrigou a reformular o calendário e a antecipar histórias que estavam ainda a ser desenvolvidas. Talvez por isso pareça estranho haver um grande clímax a meio da temporada, para rapidamente se começar a preparar o próximo nos episódios finais. Mesmo sem criar atropelos e justificações impensáveis para a história, a resolução do conflito com as Sombras em Into The Fire, patente desde o primeiro momento desta história, não deixa de parecer um pouco apressado. Depois de tanto tempo gasto a desenhar a história, a batalha final, sem dúvida inovadora em termos de efeitos especiais para a televisão em 1997, acaba por ter menos impacto do que o esperado mas mostra que se consegue, mesmo numa série de ficção científica, debater temas tão importantes como a ordem e o caos, a escolha entre o autoritarismo e o livre arbítrio.

Já o segundo conflito apresentava certamente material para explorar ao longo de uma temporada. Da estação à Terra, passando pelos vários mundos alienígenas, todos se vêem finalmente a braços com os resultados da sua própria ambição, dos seus maiores medos. Mais do que vencer batalhas contra seres omnipotentes, é derrotar os vilões que se escondem perto de casa que prova ser o grande dilema. De líderes corruptos em Centauri Prime, à guerra civil em Minbar e a insurreições na Terra e em Marte, as maiores batalhas são sempre aquelas que se travam internamente. Se, por um lado, a solução encontrada para os Minbar em Moments of Transition prova ser a mais adequada, a resolução do problema criado pelo imperador Cartagia (Wortham Krimmer) e o papel decisivo de Molari (Peter Jurasik) na história, a sua mudança radical de atitude face aos Narn e a G’Kar (Andreas Katsulas) parece um pouco forçado. Já na Terra, o inevitável conflito prova conseguir surpreender, mais de uma década depois, não tanto pelas batalhas em si como as vistas em No surrender, No Retreat, The Face of The Enemy ou Endgame, mas pela reviravolta que consegue impor à história, deixando pistas para inimigos que ainda permanecem escondidos.

Com emoção, batalhas, morte, reviravoltas e novos começos: Rising Star poderia ter sido um óptimo final para esta saga, terminando o ciclo começado na terceira temporada, com um intrigante The Deconstruction of Falling Stars a deixar margem para muitas discussões. Mas a história ditou outro rumo, com o regresso por mais um ano a Babylon 5, um ano diferente, um novo caminho; 2262

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One thought on “Babylon 5 S4

  1. Uma das melhores season numa série de sci-fi jamais feitas.

    Costumo dizer que juntando o dinheiro e alguns dos excelentes actores do Star Trek (Patrick Steward e Kate Mulgrew, p.ex.) e os enredos do Straczynski tinhamos a melhor série de sempre.

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