Babylon 5 S2

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Dead, dead, dead, dead, dead, dead, dead, dead, dead, dead, dead.
How do you apologize to them?

2259. Ano de mudanças radicais; de sucessos e fracassos, de sonhos e pesadelos, conspirações e traição; de surpresas e revelações, passado e futuro, dilemas e decisões. De sombras. De morte. Este é o ano do despertar da grande guerra. 2259.

Com a Terra em crise depois dos acontecimentos de Chrysalis, as repercussões vão também fazer-se sentir no espaço, obrigando a mudanças radicais no comando da estação. A misteriosa saída do antigo comandante leva à entrada em cena do Capitão John Sheridan (Bruce Boxleitner) que, com a ajuda de Garibaldi (Jerry Doyle), Ivanova (Claudia Christian) e Franklin (Richard Biggs), irá tentar desmascarar uma conspiração nos mais altos cargos do governo. Mas o perigo espreita por todo o lado com o escalar do totalitarismo, a constante presença dos assustadores Psi-Corps, liderados pelo mais pequeno vilão de sempre, Bester (Walter Koenig), e o início da guerra entre Narn e Centauri, que irá ter repercussões por toda a galáxia e finalmente revelar a presença dos Shadows.

Se um dos grandes problemas da primeira temporada de Babylon 5 era a falta de um objectivo, algo que unisse claramente os diversos fios da história, o segundo ano a bordo da estação é aquele que vem provar que muito ficou ainda por contar, e que os mais pequenos detalhes poderão conter as pistas que faltam para construir a imagem final do puzzle. Dos sinais ominosos em Geometry of Shadows até ao despertar da guerra, somos distraídos por vezes com histórias triviais, como em The Long Dark, ou cheias de clichés, como em GROPOS, mas mesmo nos episódios mais fracos faz-se sentir o peso dos conflitos futuros, a destruição que as sombras irão provocar. Numa temporada onde o clima se intensifica a cada episódio que passa, In The Shadow of Z’ha’dum marca um ponto de viragem da história, a partir do qual o desastre se torna inevitável.

Uma história intensa precisa de personagens e actuações igualmente irrepreensíveis, e é aqui que a segunda temporada de Babylon 5 se destaca. Reformular elencos é um processo difícil, obrigando a um cuidado especial para não alienar os fãs enquanto se procura a pessoa ideal para preencher um papel – situação pela qual a série tinha já passado entre o filme e o piloto. Talvez por isso seja difícil, de início, aceitar a saída inexplicada de mais uma personagem, mesmo que esta não estivesse adequada à história. No entanto, se a sua recepção é pouco entusiástica, ao longo da temporada Sheridan prova que é a pessoa ideal para ocupar o cargo deixado vago: ele é o herói que faltava para liderar a estação nos tempos de guerra que se aproximam, a força física que completa a espiritualidade de uma transformada Delenn (Mira Furlan).

Mas, por muito importante que tenha sido a adição de Sheridan, por muito surpreendente que seja o regresso de caras conhecidas em The Coming of Shadows e Divided Loyalties, dois momentos essenciais para a mitologia da série, é a evolução de duas personagens até aqui pouco exploradas que a distingue de outras space operas. A transformação de Molari (Peter Jurasik) de comic relief em vilão, por culpa da sua própria ambição desmedida, só é suplantada pela brilhante actuação de Andreas Katsulas como G’Kar, que rouba todas as cenas em que aparece, e que tem um dos mais sentidos monólogos da série em The Long, Twilight Struggle. Se o choque e o horror espelhados na face do culpado não deixam ninguém indiferente, em poucas palavras G’Kar consegue demonstrar todo o sofrimento causado pela a destruição de uma civilização, onde cada gota de sangue representa uma vida perdida. Mais do que um final surpreendente, mais do que as batalhas, explosões, reviravoltas ou revelações de The Fall of Night, é uma pequena cena, momento secundário no plano de Comes The Inquisitor que revela todo o potencial da história.

No final de 2259, a galáxia não é a mesma, a Terra caminha a passos largos para a escuridão, a guerra aproxima-se. A última esperança para a paz desvanece-se. E Babylon 5 transforma-se, assim, na última esperança para a vitória.

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