Jericho S1

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Jericho era, a par de Heroes, uma das séries que mais expectativa criou quando foi anunciada. Um tema extremamente actual e um cenário apocalíptico que prometia mexer com os nossos medos mais profundos.

A história é simples: o regresso do filho pródigo Jake (Skeet Ulrich) à cidade natal não está a correr bem: os problemas com o pai, Johnston Green (Gerald McRaney) e o irmão Eric (Kenneth Mitchell) continuam a fazer-se sentir, e nem a influência da mãe Gail (Pamela Reed) parece conseguir resolvê-los. Recebido calorosamente por alguns amigos como Heather (Sprague Grayden) e Stanley (Brad Beyer) não consegue deixar de ser relembrado do passado ao confrontar-se com Emily (Ashley Scott).

Parece que o regresso a casa está condenado, até que o impensável acontece: um cataclismo nuclear vem destabilizar toda a população. Sem meios de comunicação que lhes permitam saber o que realmente se passou, sem estradas que permitam o transporte de mantimentos, a cidade e Jericho vai ter de aprender a defender-se sozinha.

E foi aqui que a série se perdeu. Os dias e as semanas que se seguiram às bombas deveriam ter sido de desespero e de confusão, de medo da radioactividade e de açambarcamento de comida. Não de festas, de barbeques e de celebrações. As consequências da chuva radioactiva deviam fazer-se sentir com grande intensidade, mas na série foram quase ignoradas, proferindo-se afogar as mágoas no bar da esquina. A série estava a perder rapidamente a sua credibilidade.

Mas, felizmente, na segunda metade da temporada a situação mudou. A escassez de mantimentos e de medicamentos faz-se sentir, e a população começa finalmente a reagir de forma mais natural: o pânico, as disputas e a inveja ganham cada vez mais destaque, e nem os apelos de união parecem fazer-se ouvir. As consequências dos ataques fora da cidade ganham também destaque, com o ataque de milícias armadas, a chegada de sobreviventes e pactos duvidosos com antigos aliados.

Por entre todos estes problemas, não é esquecida a história da conspiração em que Hawkings (Lennie James) está envolvido, quem largou as bombas e qual o objectivo. O seu verdadeiro papel na história é esclarecido, desvendando um pouco mais desta trama.

E se o que faltava na série era acção, os episódios finais conseguiram resolver este problema, acabando-se a temporada em grande, com o início (ou o fim?!) da guerra. Resta saber se iremos ter direito a continuação da história, ou se será esta mais uma vítima das cadeias de tv norte americanas.

Uma série interessante para ver durante o deserto que são os meses de verão.

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One thought on “Jericho S1

  1. Literalmente trucidada, foi o que aconteceu a Jericho, interessante e original projecto, que depois de uma temporada bem conseguida é despachada de forma grosseira numa season 2 deprimente…

    E que pena. Adorei o conceito, seguindo religiosamente os episódios, nesse drama repleto de acção, com alguns twists interessantes, mantendo vivo o interesse e o suspense.

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