Battlestar Galactica S1

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The World is over. The fight is just beginning.

Esta é muito mais de que uma série de ficção científica. Esta é uma distopia onde se explora o que pode acontecer quando as criações se voltam contra o seu criador. Onde se fala de família e traição, terrorismo e religião, política e exército.

O final da mini-série (ou episódio, piloto, como lhe queiram chamar) prometia muito, especialmente com aquele twist final. Porque é que demoraram um ano inteiro para continuar a história não sei, mas valeu a pena esperar, pois o início da primeira temporada de “Battlestar Galactica” consegue superar todas as expectativas. 33” começa a sua acção cinco dias depois do final da mini-série, com a armada a tentar fugir dos Cylons, sem saber que foram já infiltrados e que o perigo pode vir de onde menos esperam. Um perigo que estará escondido durante os treze episódios que constituem a temporada, e que se irá revelar de forma totalmente inesperada apenas em “Kobol’s Last Gleaming“.

Mas nem só os Cylons criam problemas à humanidade: dentro dos próprios sobreviventes há facções com agendas diferentes. De Galactica, o comandante Adama (Edward James Olmos) vai ter de aprender a conviver com a presidente Laura Roslin (Mary McDonnell) e o governo provisório das Doze Províncias. Por outro lado, continua a tentar a reconciliação com o seu filho, Apollo (Jamie Bamber), que nem sempre irá estar do seu lado. E como se os conflitos externos não fossem já suficientes, há que tentar governar uma nave com um primeiro-oficial bêbado e hostil, uma instructora de voo volátil e tripulantes com lealdades duvidosas.

Uma das grandes mudanças, que gerou mais polémica nesta nova versão, foi a alteração de algumas personagens, especialmente a personagem da Starbuck. Enquanto que no original era um homem, nesta nova série é interpretada por Katee Sackhoff que, temos de admitir, está a fazer jus à personagem original: a hostilidade, o álcool, os charutos, o poker, tudo está presente. E embora se tenham respeitado estes elementos, é bom ver que também Starbuck, tal como o resto da série, tem um tom mais negro e pesado, como convém a uma história de sobrevivência.

Mas se há personagem que se destaca, tem de ser Gaius Baltar, interpretado por James Callis. Responsável pelo holocausto, vive com medo de ser descoberto e de ter de pagar pelos seus crimes. Mas, para além do seu carácter duvidoso, é a sua relação com Number Six (Tricia Helfer) que o torna uma das personagens mais interessantes da história. Estará a ser guiado pelos Cylons, será um agente secreto? Ou será que todas as suas interacções com Number Six são apenas imaginação, a sua consciência que o obriga a caminhar para o lado do mal?

E no conflito entre o bem e o mal, entre o pragmatismo e a religiosidade, não estarão os papéis invertidos? Afinal, são os Cylons quem defende a existência de Deus, de um único Deus, e que ao o renegarem, os humanos perderam o seu caminho. Será essa a razão do ataque e do holocausto da humanidade?

Battlestar Galactica é uma série imperdível, com uma banda sonora excelente, e que todos deviam experimentar. Mesmo aqueles que não gostam de ficção científica. Prometo que vão gostar.

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8 thoughts on “Battlestar Galactica S1

  1. Já chegou, já chegou, mas este fim-de-semana não deu para ela. A ver se durante a semana, ou no próximo… Ai, robots… No que me foste meter! 😛

  2. Obrigada, obrigada, obrigada! Sinto-me muito melhor agora que já vi a primeira temporada! Adoro a Starbuck e o Gaius Baltar mata-me às vezes a rir. Nunca pensei vir a gostar tanto da série.

  3. Conhecia a tua devoção por BSG. Confesso que nunca lhe dei grande importância, pese o facto de fazer parte do meu imaginário adolescente, quando no liceu comentavamos as últimas aventuras de Apollo e Starbuck.

    Mas, como para tudo há um início, aproveitei uma mini-pausa no trabalho e vi o episódio piloto, de 3 horas. Bateu forte. Adorei tudo. Os personagens. As sequências de acção. O tom mais adulto da série.

    Uma curta viagem à FNAC e 20 € depois, lá estava eu, devorando literalmente os 13 episódios do ano I. Tensão, emoção, suspense, tudo servido nas doses perfeitas, até ao final, estonteante, de Adama a ser atingido.

    Tornei-me um fã. E, enquanto a 2ª temporada não decora a minha prateleira, já estou a sacar o início da 2ª época.

  4. Acabei hoje de ver… aquele final foi de todo inesperado… mandei um salto no sofá com o som da arma e fiquei embasbacada a olhar para a tv!
    Amanhã a mais! Como estava a dar do inicio na fox next acabei por oferecer os dvd’s que tinha… já me arrependi… estou desejando que seja amanhã as 7 da tarde! loool Quero comprar os dvd’s de novo mas vou esperar que saia um colecção completa…. estou completamente rendida!

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