Six Feet Under S2

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The only reason you stayed with me
is because I was never really here.

Adoro maratonas de séries. Quando uma história começa a ficar emocionante, quando conseguimos conhecer cada vez melhor as personagens é difícil parar. Mas desta vez, depois da segunda temporada de Six Feet Under, foi necessário fazer uma pausa. Depois de treze episódios excelentes na primeira temporada, entra-se numa fase mais sombria e deprimente.

Se um dos pontos fortes da primeira temporada foi o humor negro, este acabou por ser, em grande parte, substituído por uma profusão de dilemas com os quais os personagens têm de lutar. Em primeiro lugar, na sequência do final de Knock, Knock está, como é óbvio, o segredo que Nate  (Peter Krause) não poderá esconder durante muito tempo. Poderia ter sido este o catalisador de todos os dramas, mas acabou por ser quase ignorado, segundo os desejos da própria personagem. Ignorado, isto é, até ao momento em que não o mais foi possível fazer.

Também o resto da família Fisher sofre, de forma variada, dos mesmos problemas: amor, perda de amor e solidão. Ruth (Frances Conroy) é confrontada com a sua dependência de outros, e com a solidão que isso lhe parece trazer, mesmo quando contra ela tenta lutar. Este assunto foi explorado ao longo da temporada, mas tem o seu auge nos episódios The Invisible Woman e I´ll Take You. Também David (Michael C. Hall) continua a tentar lidar contra a solidão, sendo o único que consegue encontrar um final feliz, ou, pelo menos, tão feliz quanto o é permitido nesta família. Quanto a Claire (Lauren Ambrose), vai ter de se debater novamente com a escolha entre apoiar quem ama ou encontrar um novo rumo para a sua vida.

Mas se todas estas personagens sofreram ao longo da temporada, ninguém foi tão penalizada quanto Brenda (Rachel Griffith). Não é possível escapar ao passado, e Brenda entra numa espiral de depressão que só poderia ter consequências graves. A sua despedida nos momentos finais foi simplesmente deprimente, agravada pela entrada em cena da mosquinha morta, que promete atazanar a vida aos Fishers nas próximas temporadas, e que entrou directamente para o meu rol de ódios de estimação (onde se encontra muito bem acompanhada pelo Riley da Buffy e pelo Christopher das Gilmore Girls.)

E, no entanto, por entre todos estes problemas, depressões, ódios e convulsões, a série consegue superar-se a si própria na qualidade da escrita e da actuação. Há frases que nos chocam pela sua crueldade, outras pelo facto de acertarem a fundo nos dilemas. Há momentos tão simples como uma lágrima no cinema ou um pedido de ajuda a um irmão, que nos arrepiam pela sua credulidade. E é por isso que esta continua a ser uma das melhores séries de sempre.

Mesmo quando nos obrigada a fazer uma pausa na maratona do seu visionamento para dar lugar aos deuses de Kobol.

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2 thoughts on “Six Feet Under S2

  1. O SFU é realmente fantástico. Vi todas as temporadas graças à Flor e só a terceira achei menos boa, pelo menos para mim arrastou-se uns tempos. Também por causa da mosquinha morta, apre que também não posso com a tipa!!
    O final da série é dos melhores que vi até hoje. De arrepiar.

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