Jericho S1 Midterm

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O que faziam se o mundo que conhecem agora desaparecesse de um momento para o outro? Se o governo, as instituições e as autoridades desaparecessem num cogumelo atómico? Se estivessem impedidos de comunicar com o exterior, sem saber com certeza quem sobreviveu? De certeza que não fariam como os habitantes de Jericho que, confrontados com esta situação, se foram enfiar a beber no bar da esquina.

Jericho era uma das séries que mais prometia no início. A história é sempre actual, com o perigo constante do nuclear e as dúvidas sobre o que aconteceria se, nos dias de hoje, rebentasse uma guerra nuclear. Mas, como muitas séries que prometem muito, a primeira metade da temporada transformou-se numa desilusão. Até começa de forma interessante, com o regresso do misterioso filho pródigo (Skeet Ulrich) à sua cidade natal, mesmo antes de se dar o desastre. Segue-se um pouco da história tipicamente americana, com paixões proibidas, amores cruzados, e heroísmos disparatados. Mas até aqui tudo bem – até estava interessante.

Pena que o que veio a seguir estragou um pouco o interesse à história. Numa série actual, por mais ficcionalizada que seja, espera-se que exista um mínimo de relação com a realidade. Nesta série esperava-se que as consequências de um desastre nuclear fossem abordadas: as doenças, a contaminação, a falta de alimentos, a falta de comunicação. E se estes temas foram focados ao longo dos episódios, a forma como isso foi feito foi muito pouco realista: a população teme a chegada da chuva radioactiva, mas depois da sua queda não se preocupa com a contaminação dos campos e das colheitas; uma possível falta de alimentos ou medicamentos não é motivo de preocupação, esbanjando-se ambos em no Halloween e em barbeques. E nem mesmo a eminente chegada de mercenários faz com que os dramas pessoais deixem de se sobrepor ao que deveria ser a história principal.

É realmente uma pena que uma série que prometia tanto tenha oferecido tão pouco. Felizmente há a história secundária do Robert Hawkins (Lennie James), espião ou polícia, bom ou mau, que promete manter-me interessada na história. É a maldita curiosidade a atacar novamente… 😛

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