The american dream. We’re going to steal it.
Hollywood parece ter descoberto o filão das séries passadas nos subúrbios. Depois de Desperate Housewives, de Weeds e de Big Love, chega-nos agora a história de uma família de aldrabões que planeia o seu maior golpe de sempre: roubar o sonho americano.
Criado por Dmitry Lipkin, esta série conta-nos a história de uma família de ciganos (Travelers), que viajam pelo país numa caravana a enganar os comuns americanos (Buffers). Com a saída da prisão da matriarca Dahlia, Wayne Malloy e três filhos do casal Cael (Noel Fisher), Di Di (Shannon Woodward) e Sam (Aidan Mitchel) regressam ao campo para celebrarem com a família. Mas nem tudo corre bem, e são forçados a fugir, provocando um acidente de consequências trágicas. Destroçados pela culpa, e sem saberem o que fazer, resolvem assumir as identidades do casal que morreu, e recomeçar a vida num bairro chique nos subúrbios. Mas nem tudo vai ser fácil para esta família tão especial, que irá agora ter de aprender a conviver com vizinhos, escola, trabalho, saltos altos e gravatas.
Esta podia ser apenas mais uma simples série sobre os subúrbios, mas graças a excelentes interpretações, twists inesperados e histórias que passam da comédia ao drama em questão de segundos, tornou-se numa das grandes apostas da FX.
A escolha de dois reconhecidos actores britânicos para interpretarem os papéis principais foi uma decisão arrojada: Minnie Driver podia já ser conhecida dos americanos através do cinema, mas Eddie Izzard e os seus espectáculos de stand-up travesti não era conhecido do grande público. E, no entanto, os dois tornaram-se na alma da série desde o primeiro minuto. É impossível não rir com as tiradas, diálogos e raciocínios malucos de Wayne, e com as respostas igualmente perfeitas de Dahlia. Destaca-se também Gregg Henry, no papel de Hugh Panetta, o irrascível milionário patrão de Wayne, e o casal de vizinhos Jim (Bruce French) e Nina Burns (Margo Martindale), que têm vários esqueletos no armário, sem esquecer a subtil vénia a Izzard na personagem mais inesperada.
Mas The Riches não vive só da comédia, e os momentos dramáticos dão-lhe uma maior profundidade. É o acidente do primeiro episódio que vai marcar toda a temporada, mas os grandes dilemas da família são mais antigos: a prisão de Dahlia e a sua dependência de drogas, os segredos revelados, o difícil regresso a casa em Virgin Territory e o perigo que correm com a presença de Dale (Todd Stashwick) marcam os 13 episódios da primeira temporada.
Não é então de estranhar que a primeira temporada termine com um tom pesado, tentando fugir do passado. Mas porque este não se deixa apagar tão facilmente quanto o mural que Sam foi desenhando no quarto ao longo dos episódios, a segunda temporada promete trazer mais aventuras à família Malloy.




Esta série é de facto excelente! Pena ter apenas 13 episódios mas cá espero ansiosamente pela segunda temporada!
Abraço!
Por: Simão Freitas em 23 Junho, 2007
às 4:40 pm